Márcio Bernardes
Segunda-Feira, 31 de Março 2008 - 22h50 (São Paulo) A fase de classificação do Paulistão vai terminar empolgante. Quatro clubes disputam duas vagas. Como se sabe, Guaratinguetá e Palmeiras já estão classificados.
Os grandes acabaram correspondendo à expectativa, - até o Santos que começou mal finalizará a sua participação com dignidade. E os pequenos também brilharam. Nesse contexto devem ser incluídos Guaratinguetá, Ponte Preta, Barueri, Noroeste e Mirassol.
Em alguns casos, para ficar no G-4, determinado time não vai depender apenas de suas forças. Além de vencer torcerá por um resultado negativo do concorrente.
Outro tema que também deve ser ressaltado é a qualidade técnica dos jogos. Diferente dos algozes do apocalipse reconheço que tivemos várias partidas com boa qualidade. Reconheço, porém, que a competição está muito inchada. O ideal seria no máximo 14 equipes. A qualidade técnica subiria muito.
Para variar o balanço negativo será a arbitragem. Erros técnicos graves influenciaram decisivamente em vários jogos.
Como a FPF alega que a arbitragem estadual é de primeiro mundo, com o que se viu na prática esse conceito deve ser reavaliado.
Temos bons árbitros, mas falta um comando competente. Falta alguém do ramo, com moral inatacável e uma história irrepreensível para dirigir os árbitros paulistas.
Maiô campeão
A discussão da hora na natação é o novo maiô produzido pela Speedo. O modelo com design feito em túneis de vento ajuda o nadador a flutuar.
Neste ano 16 dos 17 recordes batidos na natação tinham nadadores ou nadadoras vestindo o LZR Racer. O que todos precisam entender é que os resultados expressivos dependem de uma série de fatores, do talento a evolução nos treinamentos.
Claro que a tecnologia ajuda em qualquer atividade. Mas a síntese de toda essa polêmica foi dirimida com humor pelo campeão Gustavo Borges. Segundo ele o maiô não nada sozinho.
5ª Olimpíada
Meu amigo Hugo Hoyama tem dois grandes motivos para comemorar: seu Palmeiras está indo muito bem no Paulistão e a sua recuperação de uma contusão na fíbula, quando ele rompeu os ligamentos é um fato consumado.
Agora ele começa a disputar as competições internacionais para tentar mais uma vez representar o Brasil numa Olimpíada.
Hugo Hoyama é um dos símbolos do tênis de mesa nacional. E além da sua competência profissional é um tremendo de um bom caráter. Torço por ele. Vai Hugo!
*Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário. Site www.marciobernardes.com.br