Hamilton de Andrade Lemos
Terça-Feira, 1 de Abril 2008 - 23h13 Tudo bem, não sou lá um professor Pasquale. Longe disso, já que também dou minhas gafes. Pronomes, por exemplo, nunca sei onde colocá-los. Já tentei os bolsos, mas o volume que fazem causa mal-entendidos. Agora, o que o pessoal anda fazendo com a língua portuguesa, é uma temeridade.
Na verdade, percebo que estão inventando uma outra língua. Ou dialeto. Algo entre o grunhido, o inglês neozelandês e o tupi-guarani arcaico. Principalmente através dos e-mails.
Aliás, sobre eles, gostaria de pedir: pressa, tudo bem, ignorância, não. Nas próximas linhas, tento reproduzir esta nova língua. Veja se você reconhece nelas algum colega ou parentes.
Premero, pra iscreve deci jeto priciza te menas perca di palavra. Vigula e assento tb naum priciza. O revizor do jornau avizol qui naum vai dexar sai dece jeto pq naum pod (essa última palavra deve ser um anglicismo, derivado do i-pod).
Tem muta peçoas q naum entende u q a gente que disser. Falow q tamo istrupano a ligua portugeza.
Mais eles naum v q tamo compreça pq nos dia de oje naum temo tepo nem pra istudá. Tb naum dá pra le livro i nem revista i nem jornau pq custa carro. Asim a jente só v novela memo.
As pessoa dis q as novela eh q nem um toxico (leia-se foneticamente tó-chi-co). Q os artista tb naum sabe fala direto.
Naum concodo pq eles eh nosso idolo i usa ropa di moda. I aida eles tem grana e iço eh mas importate do q fala bunitow. As mina soh q neguin q tem grana i caro isporte i beka manera.
Eu axo q falow muto bem o putuguez i tb vow fala inglez açi q acaba o cuço de MBA. E chega, porque meu revisor ortográfico já está revirando no túmulo.