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Opinião

Quarta-Feira, 2 de Abril 2008 - 23h41

O caos da dengue


Ribeirão Preto corre o sério risco de juntar-se à cidade do Rio de Janeiro em destaque nacional e internacional sobre a dengue. Mas ao invés da capital carioca, onde o que chama a atenção é o número de casos, em Ribeirão o problema é tão ou mais grave: a cidade pode ter registrado o primeiro caso de morte por conta da doença.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento da Prefeitura, Maria Luiza Santa Maria, confirmou que a Secretaria da Saúde apura o caso da morte da dona-de-casa Maria Aparecida Arcanjo dos Santos, de 45 anos, vítima de ataque cardíaco fulminante, mas que apresentava sintomas da dengue, e cujo corpo foi enterrado ontem em Morro Agudo.
A diretora da Vigilância esclarece que é preciso investigar para saber se a causa da morte foi por dengue hemorrágica ou por complicações provocadas pela dengue. Torça-se para que a equipe do Departamento de Vigilância seja bem-sucedida em sua empreitada.
Mas, seja qual for o resultado, e se confirmada a morte pela doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, Ribeirão Preto infelizmente terá um nó para desatar no tocante à saúde pública.
Desde 2006 a cidade não registrava óbito em função de dengue. E os casos da doença, que chegaram a 6.438 em 2006, foram reduzidos para 2.655 no ano passado e, em janeiro deste ano, somavam 30 registros.
A sociedade espera não apenas agilidade das autoridades públicas, mas que venham a público explicar suas ações para que uma cidade endêmica como Ribeirão Preto não torne seus moradores reféns de uma doença que também mata.

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