Hamilton de Andrade Lemos
Sexta-Feira, 4 de Abril 2008 - 23h31 Já era mesmo hora de alguém fazer alguma coisa a este respeito. A CBF faz muito bem em vetar as comemorações dos jogadores após o gol, quando provocam e ofendem o adversário ou sua torcida.
A dança do creu, por exemplo, é um exemplo do mau gosto. Mas não quero somente criticar. Tenho soluções também. Neste caso, sugiro que a cada gol, entrem em campo dançarinas de biquíni para que elas executem a tal da dança. Muito mais divertido e duvido que as torcidas reclamem.
Outra que incomoda é essa mania besta de marmanjos suados se aglomerando, se abraçando e, pasme, até se beijando. Além de feio, o ato é totalmente contrário às boas condições fitossanitárias do esporte.
Uma alternativa seria que, após fazer uma reverência respeitosa à sua torcida, o marcador do tento se colocasse no meio de campo, enquanto seus companheiros fariam uma fila para cumprimentá-lo com um rápido aperto de mão. Mais que isso é frescura.
Balançar bebês imaginários, sambadinhas e outras manifestações esdrúxulas também devem ser evitadas. Se a mulher do jogador teve um filho, melhor pra ela. Para mim, o fato não interessa nem um pouco. Aliás, nem a conheço.
Agora, uma coisa que não pode nunca mais acontecer, mesmo em caso de guerra ou apocalipse, é essa comemoração feita pelo Adriano no último jogo do São Paulo pela taça Libertadores. Proibido. Vetado. Fora. O sujeito, de quase dois metros, tira a camisa, vai até a beirada do campo, olha para a câmera e mostra toda sua musculatura. Minha mulher, que via o jogo ao meu lado, vê aquilo e, ato imediato, olha para minha barriguinha, com olhar de reprovação. Não pode. A CBF precisa cuidar disso.