Opinião
Sexta-Feira, 4 de Abril 2008 - 23h33 O shopping center onde fica o Terminal Rodoviário de Ribeirão Preto, no Centro da cidade, contempla 176 boxes e, entre os vários estabelecimentos ali instalados, estão despachantes, farmácias de manipulação e lojas que vendem aparelhos de som.
À noite, esses estabelecimentos fecham as portas, mas seguem funcionando os bares e lanchonetes. Alguns, através de alvarás, têm permissão para ficar aberto as 24 horas. A venda de bebidas alcoólicas por eles, sem horário para fechar, ajuda a compor um outro problema existente no local: a prostituição.
Após investigar o problema, a Promotoria de Infância e da Juventude, do Ministério Público Estadual, chegou a conclusão que uma das saídas para conter a prostituição até de menores é fechar os bares às 22h.
Responsáveis pela empresa Socicam, que administra o shopping e o Terminal Rodoviário, concordam e vão providenciar a instalação de 16 portas nos acessos aos boxes.
A medida deve entrar em vigor ainda neste mês e é motivo de agradecimento pela sociedade civil. O fechamento dos bares após as 22h pode nem resolver o problema, até porque a prostituição de menores ocorre em muitos centros urbanos, e Ribeirão é mais um desses centros. Mas é obrigação de todos ajudar a conter o avanço desse nó social.
A Cidade se compromete de público que vai acompanhar passo a passo o fechamento dos estabelecimentos após as 22h, com reportagens sobre o assunto, não só para checar se a medida vai obter o resultado esperado, mas, também, para cobrar das autoridades públicas outras ações - caso essa, do Ministério Público, não seja suficiente.