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Opinião

Sabado, 5 de Abril 2008 - 14h25

‘Cracolândia’ de Ribeirão


A Praça Francisco Schmidt é vizinha do Pronto-Socorro Central, que funciona 24 horas e é dos mais movimentados de Ribeirão Preto, e do prédio da antiga Cervejaria Antarctica. O logradouro fica a uma quadra do Terminal Rodoviário da cidade e separa o Centro de bairros populosos como a Vila Tibério. A praça tem importância histórica, mas infelizmente também protagoniza um triste exemplo, ao concentrar usuários de drogas, o que transforma o local em uma ‘cracolândia’ que fica pouco a dever a localizada na área central da capital paulista.
Reportagem especial desta edição revela como agem os usuários de droga que freqüentam a Schmidt. Eles chegam a partir das 18h, são constantemente abordados por oficiais da Polícia Militar ou da Guarda Civil, mas, após ser liberados, retornam para os bancos, onde consomem crack e cocaína até a manhã do dia seguinte. É uma rotina de segunda a segunda-feira, exposta para quem passa pelo local.
Instituições como o Ministério Público Estadual e a Polícia Militar, além da Guarda - que integra a estrutura da Prefeitura -, têm adotado iniciativas como os patrulhamentos no local. E a partir da próxima sexta-feira, dia 11, os bares do shopping do Terminal Rodoviário, terão que fechar as portas no máximo às 22h.
O patrulhamento e o fechamento dos bares são ações em que as autoridades públicas revelam estar atuantes.
Mas é pouco, muito pouco, diante o estrago que a ‘cracolândia’ ribeirão-pretana traz não só para a saúde dos usuários de drogas, mas para a imagem de uma cidade que é reconhecida como pólo internacional de saúde pública.

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