Jornal A CIDADE

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Dos Leitores

Sabado, 5 de Abril 2008 - 14h26

Dos Leitores


Dia Mundial da Saúde

Datas especiais são ocasiões para refletir. O Dia Mundial da Saúde de 2008 [a ser comemorado nesta segunda-feira, dia 7] é, para o Brasil, diferenciado, uma vez que lá se vão 20 anos da implantação do SUS (Sistema Único de Saúde), um dos sistemas de saúde mais amplos e justos do planeta. Há elementos sólidos para comprovar o acerto das políticas do SUS, como a queda na mortalidade infantil e materna. Além disso, a própria percepção dos usuários em relação à sua qualidade vem melhorando. Em 2003, a população brasileira dava nota 6,7 ao SUS, segundo pesquisa da OMS. Em São Paulo, uma pesquisa realizada pelo Ibope no início deste ano aponta que os pacientes dos hospitais estaduais dão nota média de 7,4 para o atendimento recebido. Muito já foi feito, mas muito mais ainda há por fazer. É justamente por essa razão que o governo de São Paulo estabeleceu uma série de metas para este ano especial. Com trabalho e planejamento, vamos ampliar e melhorar outras áreas da saúde pública de São Paulo para celebrar os 20 anos do SUS.

Luiz Roberto Barradas Barata
Secretário estadual da Saúde


Euforia econômica

Não vamos ser alarmistas e encampar a idéia de uma nova crise de 1929. Mas não há como negar que vivemos um momento de desaceleração econômica. E, num mercado globalizado e totalmente integrado, não podemos assistir ao “espetáculo” sem imaginar possíveis conseqüências para a economia brasileira. No Brasil, o momento é de euforia – todos querem comprar, viajar, trocar de carro, mudar de casa ou equipá-la, investir num novo negócio. Nunca se consumiu tanto como agora. O crédito abundante estimula o consumo, que atinge 60% do PIB. E é assim que tem que ser, porque somente com consumo é que a economia gira. Mas, nos preocupa o modo como esse crédito está sendo estimulado, com formas de pagamento a longo prazo e juros nem sempre claros. É preciso educar, orientar e conscientizar as pessoas. Só assim o mercado irá se auto-regular. Esta é a saída ideal, para o longo prazo.

Manoel Messias da Silva

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