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Opinião

Segunda-Feira, 7 de Abril 2008 - 22h30

Pesadelo de domingo


A tarde do último domingo, dia 06, foi um pesadelo para cerca de 300 moradores de Ribeirão Preto, a maioria deles residente nas chamadas áreas de risco de enchentes do município. A chuva forte da tarde dominical durou menos de 40 minutos, mas foi o suficiente para desabrigar e voltar a desalojar famílias de regiões do bairro Vila Virgínia, um dos mais afetados pelas freqüentes inundações do córrego Retiro Saudoso e do ribeirão Preto.
Muito do pesadelo de domingo se deve à meteorologia: a incidência pluviométrica de menos de uma hora somou 35 milímetros e, segundo a Defesa Civil, equivale a metade média da chuva registrada em todo o mês de abril.
O outro grande responsável por mais esse desalojamento é o Poder Público. É certo que os governos federal e estadual prometem ajudas financeiras, mas o peso da responsabilidade em resolver um problema de tal envergadura é do governo municipal. A gestão do prefeito Welson Gasparini entra no quarto mês de seu último ano com obras pontuais e investimentos em serviços para ampliar o escoamento da água que chega ao córrego e ao ribeirão. Mas é pouco.
Os projetos antienchentes, tão discutidos ao longo do governo municipal, sinalizam que vão demorar mais do que o esperado e, conforme reportagem publicada na edição de domingo, a primeira das etapas de porte - que prevê o alargamento da avenida Jerônimo Gonçalves - só deve ficar pronta um ano depois de iniciada.
Enquanto isso, quem mora ou tem comércio nas regiões vítimas das enchentes sabe que vai continuar à mercê das inundações.

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