Márcio Bernardes
Segunda-Feira, 7 de Abril 2008 - 23h31 (São Paulo)- A fase de classificação do Paulistão terminou trazendo apenas uma novidade: a desclassificação do Corinthians. Todos esperavam que o Timão vencesse o Noroeste com base nos seus últimos ótimos resultados.
Guaratinguetá e Palmeiras jogaram a última rodada tranqüilos. O São Paulo fez o dever de casa. Sua vitória sobre o Juventus era mais do que esperada. Qualquer outro resultado seria uma grande zebra.
O Santos apesar de não ter escalado seu time titular, teve hombridade e impôs dificuldades à Ponte Preta. A Macaca fez boa campanha, porém, com muitas oscilações.
A exemplo do que aconteceu no ano passado teremos na semifinal duas equipes consideradas grandes e duas do interior. Já é possível projetar uma final parecida com a de 2007, quando se enfrentaram São Caetano e Santos.
Excesso de jogos
O Paulistão deste ano foi bom. Mas poderia ser ótimo se tivéssemos menos jogos e no máximo 16 equipes. Assim a qualidade aumentaria.
Os confrontos entre os times pequenos não apresentaram tantas emoções e as rendas geralmente foram baixas. No entanto, em praticamente todas as partidas onde os grandes estiveram envolvidos sobrou emoção, gols e alegria.
Um ponto negativo que precisa ser levado em consideração pela FPF: a péssima arbitragem. Foram muitos erros, para dizer o mínimo. Todos os clubes têm histórias negativas e reclamações para desfilar. Lamentável.
Vitória importante
Felipe Massa fez a única coisa que todos esperavam dele: venceu o GP do Bahrein. O brasileiro errou nas duas primeiras corridas da temporada e injustamente começou a ser questionado pela imprensa internacional especializada.
Como aconteceu no começo de 2007, Massa venceu a terceira corrida e agora terá mais tranqüilidade para buscar o sonhado título mundial que ele deixou escapar em Interlagos. O Brasil inteiro torce por ele.
Sugestão
Muricy Ramalho não mostra nenhuma simpatia durante as entrevistas coletivas. E após os jogos do São Paulo dá a impressão de fazer pirraça com os jornalistas. Ele demora mais do que o normal para aparecer na sala de imprensa. Às vezes até uma hora depois do jogo.
Isso não é bom para ele, para o São Paulo, para os repórteres e é péssimo para o torcedor, que muitas vezes fica sem saber o que pensa o seu treinador.
* Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio e professor universitário. Site www.marciobernardes.com.br