Rodas e Cia
Terça-Feira, 8 de Abril 2008 - 22h57
ESPORTIVO RARO O empresário Benedito Antônio Gléria e sua relíquia Volkswagen, no jardim de casa: “Comprei em 19 de junho de 2007, aniversário de Ribeirão Preto”
O empresário ribeirão-pretano Benedito Antônio Gléria, 62 anos, conserva em sua garagem um dos modelos SP2, fabricados pela Volkswagen no ano de 1973, amarelo e com alto índice de originalidade.
“Comprei em 19 de junho de 2007, aniversário de Ribeirão Preto, do senhor Og Pozzoli, um dos maiores antigomobilistas do Brasil”, diz Gléria.
O SP2 ficou 18 anos apoiado em cavaletes e ainda estava com as antigas placas amarelas quando Gléria foi atrás de comprá-lo.
“Gostei do carro e não precisei de muito para convencer o senhor Og a vender o esportivo”.
O SP foi uma série de carros esportivos desenvolvidos pela Volks do Brasil para o mercado interno, de 1972 a 1976.
O nome supostamente é uma homenagem a São Paulo. Mas há outras versões para as siglas, entre elas Special Project (projeto especial) e Sport Prototype (protótipo esportivo).
Cobiçado
Logo ficou claro que o carro, apesar de seu belo desenho, não conseguiria derrotar o Puma na performance.
Construído em fibra de vidro, o Puma era muito mais leve do que o SP. Mas a desvantagem daquela época hoje torna os SP mais raros e cobiçados.
Primeiro surgiu o SP1, em seguida, o modelo SP2, com motor de 10 cv e 100 cc a mais que seu irmão mais velho.
Ser antigomobilista é viver o acervo de antigos que se tem em casa. No caso de Gléria, todos os dias ele dá uma geral no SP2, procurando algum defeitinho.
“Em carros que foram de Pozzoli, dificilmente se encontra algum problema. O que importa mesmo é manter a conservação. E eu faço isso com meu SP2 amarelo”.
Briga com o Puma
Primeiro veio o SP1, com motor 1600. Como o carro era pesado e fraco em relação ao Puma, a VW fez o SP2, com motor boxer 1700 da Variant. O modelo do ribeirão-pretano Benedito Antônio Gléria é um dos mais originais do País