Júlio Chiavenato
Quarta-Feira, 9 de Abril 2008 - 22h10 Como dizem gregos e baianos, cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém. Mas certa gente não percebe que é perigoso ir com muita sede ao pote. Vejam o caso do Geraldo Alckmin. Saiu esnobando alianças e se impondo como candidato único e exclusivo das elites. Ganhava todas as pesquisas. Não mais que de repente, a Marta Suplicy sobe nos tamancos e nas paradas eleitorais e derruba o ex-governador.
Ao perdedor, sem o prêmio das batatas, resta o consolo de relaxar e gozar. Descendo das alturas paulistanas, caindo no peniquinho municipal, vejam o caso do doutor Welson Gasparini, esperando os holofotes para anunciar sua candidatura. Muita gente acredita que ele estoura nas pesquisas e por isso tarda em dizer que se o povo exige e Deus apóia, vamos lá.
Mas se acontecer um milagre?, mesmo a contragosto do doutor Deus, que como todos sabem e o próprio Gasparini anuncia, está a seu favor. Se o Diabo entrar na parada e der sustança a outra candidatura, não tão cândida como a do nosso atual alcaide?
Muda o cenário. Como todo bom cristão que cumpre os mandamentos judaicos, o doutor Gasparini não deveria dizer que Deus é seu aliado eleitoral. Vai que ele, o prefeito, perde? Deus ficaria mal no pedaço, acusariam o Divino de não transferir votos. Enquanto isso, na espreita e fazendo alianças com anjos e demônios, lá vem chutando o balde petistas e pefelistas, chiarelis vários e peemedebistas em geral, mais a turma que corre atrás do rabo do poder.
Mas dizem que em Ribeirão Preto quem decide as paradas são os esotéricos. Que raio de gente é essa de que todo mundo fala e ninguém diz quem é? São mesmo mais influentes que os usineiros, que aliás são poucos, embora nos sobrem cana e queimadas?