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Opinião

Quarta-Feira, 9 de Abril 2008 - 22h11

Em estado de alerta


A luz de alerta sobre o risco de registro de casos de febre amarela em Ribeirão Preto foi acesa. Em reportagem nesta edição, o próprio Executivo municipal, por meio da chefe da Vigilância em Saúde, Maria Luiza de Santa Maria, reconhece a iminência da possibilidade de o município ser acometido pela doença.
A prefeitura e o governo estadual têm adotado medidas preventivas. A administração paulista, por exemplo, enviou 150 mil doses para Ribeirão Preto e o objetivo é o de vacinar pelo menos 40 mil moradores. As estratégias para conter um surto ou epidemia existem, mas há problemas como o da população, que, sem um apelo de mais convencimento, não tem ido aos postos de saúde receber sua dose da vacina.
Ao vir a público e tocar no alerta, a chefe da Vigilância pode encontrar ecos contrários, para quem o risco de a febre amarela atacar os ribeirão-pretanos está longe de ocorrer. Mas a técnica está respaldada de motivos para justificar seu posicionamento.
Segundo ela, RP já está em situação de risco e a preocupação é explicada pela proximidade da cidade de São José do Rio Preto, onde foram registradas as mortes de seis macacos infectados pela febre amarela.
Mas independente de as ações dos órgãos públicos, como a campanha, visitantes de fora se previnem tomando vacinas por conta própria. É o caso, entre outros, da equipe da Secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento que ficará em RP durante a Agrishow, entre o dia 28 deste mês e 03 de maio. Eles já receberam ou estão em vias de receber suas doses da vacina. Ribeirão Preto pode não ter casos da doença, mas, infelizmente o risco existe.

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