Igor Ramos
Quinta-Feira, 10 de Abril 2008 - 0h4 Surpresa
A decisão da FPF de confirmar o clássico para o Parque Antártica foi surpreendente e prova que nem tudo o que a entidade diz, deve ser levado a sério. Responsável pelo mando das semifinais, ela já tinha vetado o campo do Palmeiras. Depois lavou as mãos e jogou a responsabilidade para a PM, que por sua vez deu garantias para o jogo no Palestra. De todas as opções, a escolhida é justamente a que oferece mais riscos. Tanto barulho para nada.
Faísca
O clima que está sendo criado entre Palmeiras e São Paulo só acirra os ânimos para o clássico. Os “bárbaros” que fazem arruaças nos estádios e nos seus arredores, estão ainda mais motivados para uma “guerra” contra o inimigo. Tudo porque os cartolas - que deveriam saber conduzir melhor as divergências, ou não criá-las - são os primeiros a levantarem polêmicas, que só acirram a rivalidade. Tanto a positiva, com a negativa [a dos bárbaros]. Se lessem bem os regulamentos e resolvessem as pendências antes do início dos campeonatos, nada disto aconteceria. Mas eles sempre fazem o mesmo, e ano após ano, os regulamentos são discutidos no meio da disputa. Neste caso, envolveu o direito ou não de jogar em casa. Vai sair faísca, e tomara que apenas dentro de campo.
Precedente
Ao permitir que o Palmerias jogue em casa, a FPF abre um precedente para que a Ponte tenha o mesmo direito, caso chegue à final. E a Ponte deve mesmo lutar por ele. Mas como a Macaca não tem a mesma força do Palmeiras ou do São Paulo, dificilmente terá seu pedido atendido e será obrigada a jogar no Morumbi. No caso do Guaratinguetá, não restará outra alternativa.
De novo...
No ano passado a FPF criou o título simbólico do interior. O Bragantino, semifinalista, foi em tese o melhor do interior. Mas quem levou a fama foi o Guará. Não satisfeita a FPF repetiu a dose e manteve a disputa, passando a impressão de que ela sempre acredita que nenhum interiorano chegará nas semifinais. Em 2008 quebrou a cara de novo. Quem revirar os arquivos daqui alguns anos para procurar o campeão do interior, ficará se perguntando, como pode alguém ser campeão do interior, enquanto que Ponte Preta e Guaratinguetá foram semifinalistas. Quem sabe a FPF consiga explicar o seu preconceito e o historicamente e politicamente incorreto.
Venda do Poli
Com o clube sem dívidas até eu quero administrar!! Quem não quer....