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Opinião

Quinta-Feira, 10 de Abril 2008 - 22h36

Saúde sob risco


A saúde pública de Ribeirão Preto registra uma semana atípica, tal o grande número de episódios e de exemplos que servem para arranhar a imagem de pólo de excelência médica atribuída ao município. Pacientes psiquiátricos tiveram que esperar no pronto-socorro até serem transferidos para a Unidade de Emergência do HC e, de lá, para o Hospital Santa Tereza. Mas todo esse processo exigiu mais de 48 horas.
Outro caso, que afeta a saúde pública porque há riscos de leptospirose - doença infecciosa febril transmitida por urina de ratos - foram as enchentes e inundações provocadas, por conta de chuvas, na tarde do último domingo e da manhã de terça-feira.
Ontem, técnicos da Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde prosseguiam trabalho de pulverização contra barbeiros - transmissores da doença de Chagas -, nas proximidades da fazenda Pau D’Alho.
Esse outro caso de risco à saúde pública veio à tona em novembro passado, quando foram encontrados 34 desses insetos naquela região. A vistoria foi feita depois que um morador da chácara foi picado por barbeiro contaminado.
A dengue segue como problema crônico e, agora, vem a febre amarela. Após o surgimento de um caso suspeito da doença, a Secretaria Municipal da Saúde reforçou a campanha de vacinação, inclusive com tenda instalada na esplanada do Theatro Pedro II.
Em que pese a ação dos técnicos da Secretaria da Saúde, os exemplos dos últimos dias revelam que o sistema de saúde pública precisa ser monitorado e que a luz amarela está bem acesa.

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