Igor Ramos
Sabado, 12 de Abril 2008 - 0h36 Críticas mano
O técnico do Corinthians resolveu rebater as críticas da torcida, que ontem pichou os muros do Parque São Jorge pedindo a saída de Lulinha e Acosta. Primeiro, ano deveria ter mais equilíbrio e não sair respondendo a qualquer manifestação, seja ela de que tamanho for. As pichações nem sempre representam o pensamento de 30 milhões de torcedores.
Menos a que diz “Copa do Brasil é obrigação”. Neste caso é mesmo, e Mano deveria analisá-la por um outro prisma, ao invés de questionar o manifesto.
Até porque seu trabalho ainda está em débito. O torcedor do Timão, com razão, considera inadmissível seu time fora das semifinais do Paulistão. Principalmente porque esperarava uma resposta imediata ao vexatório rebaixamento do ano passado. Esta resposta só será satisfatória com títulos. E a Copa do Brasil, por isto passou a ser obrigação.
A desculpa de que o Corinthians está se reestruturando é inaceitável para a Fiel. Mesmo depois da paulada na Série A, o Corinthians deveria ter feito mais que Ponte Preta ou Guaratinguetá e teria por obrigação que estar entre os quatro melhores do estadual.
Mano Menezes já acusou o primeiro golpe, pelo insucesso momentâneo do seu trabalho. Repito, ainda está em dívida e precisa oferecer algo, antes de questionar ou rebater críticas.
Luxa é diferente
Com toda a sua marra, Luxemburgo mostra o porquê é diferente dos demais.
Nas suas mãos, as equipes crescem. O exemplo é o Palmeiras. Mesmo com as limitações de algumas peças, o time do Corinthians nas mãos de Luxa estaria na semi. Não dá para garantir o mesmo com Verdão no comando de Mano.
Clima faz diferença
Na hora da decisão muitos detalhes pesam contra e a favor. Em 2008 os detalhes parecem estar pendendo para o lado positivo no Botafogo, diferente do ano passado. Às vésperas desta semifinal que determinará o acesso de dois clubes, percebo que a torcida está mais próxima do time e os dirigentes também. A torcida está se mobilizando e convocando a si mesma. Não me surpreenderei se ver hoje seis mil pessoas no Santa Cruz. Este é um número pequeno se comparado a outras épocas, mas é a realidade atual. Com a torcida abraçando e envolvendo o time, uma boa vitória hoje e os dirigentes remando a favor, diferentemente de 2007, o Botafogo tem tudo para subir. A prova desta tarde será de fogo (ou de ferro, como preferirem). Se o Bota exorcizar alguns de seus fantasmas, entre eles a Ferroviária, comprovará que está maduro para subir. Para quem já anda perguntando a respeito vai lá: livro_botafogo@hotmail.com