Especial
Sabado, 12 de Abril 2008 - 14h43
ENQUANTO O ÔNIBUS NÃO VEM Usuários do transporte coletivo se viram como podem nos pontos de RP
Das 2.500 paradas de ônibus existentes em Ribeirão Preto, apenas pouco mais de quinhentas são dotadas de abrigos e bancos para os passageiros. No total, são 230 abrigos metálicos e 360 de concreto, a maioria necessitando de reparos urgentes. Por isso, há também licitação em andamento que vai permitir a veiculação de publicidade nos abrigos existentes, em troca de benefícios (reformas).
Já a licitação feita pela Prefeitura para a instalação de mais 400 abrigos de concretos está sub judice. A secretaria de Administração informou que está tentando contornar o problema e viabilizar a licitação, que foi questionada por uma empresa concorrente.
Os 400 novos abrigos seriam dotados de bancos para seis pessoas e um encaixe de noventa centímetros para cadeira de rodas.
Miniterminais
A Transerp anunciou também que vai construir três miniterminais de ônibus urbanos. Os locais, inclusive, já teriam sido escolhidos, disse o coronel Antônio Carlos Muniz.
Um deles vai ser erguido no quarteirão conhecido como Vale dos Rios, na rua Saldanha Marinho entre a Prudente de Morais e a Lafaiete. A expressão Vale dos Rios foi cunhada durante a última gestão do prefeito Antônio Palocci (PT). Trata-se do quadrilátero que serviria de conexão com a Vila Tibério, através de um viaduto sobre a região da rodoviária.
O segundo miniterminal será na praça Maurílio Biagi, localizada entre a Câmara Municipal e a estação Rodoviária. Esse tipo de obra naquela área, segundo estudos, iria tornar o local mais útil, movimentado e seguro.
O terceiro miniterminal seria no bolsão de estacionamento do CPC (Centro Popular de Compras), na rua José Bonifácio, de onde já partem dezenas de ônibus.
A construção de um quarto miniterminal, ainda não confirmado, seria no atual ponto de ônibus do RibeirãoShopping.
O coronel Muniz lembrou que operando na rodoviária, até recentemente, os ônibus circulavam, em longos trechos, pelo Centro da cidade. Com os três miniterminais, a Transerp pretende reduzir a circulação.
Semáforos inúteis
A Transerp concordou com a opinião de leitores sobre a inutilidade de muitos semáforos. Para o coronel Muniz, cerca de 80 sinaleiros são inúteis e poderiam ser substituídos por sinalização horizontal (no chão). Mas que os munícipes não permitem que sejam removidos.
Transerp não instalará mais radar este ano
O prefeito Welson Gasparini (PSDB) determinou a suspensão da compra de radares móveis, até o final do ano, quando termina sua administração. A informação foi confirmada pelo coronel Antônio Carlos Muniz, superintendente da Transerp, em razão da sugestão de um leitor, que pediu a instalação de radares fixos ao longo da avenida Maurílio Biagi.
Segundo o leitor André Luiz Morais de Menezes, a Maurílio Biagi, pelo seu traçado reto e poucos cruzamentos, incita o motorista a pisar no acelerador.
Semáforos: R$ 80 mil
O coronel previu também a economia de energia elétrica com as reformas que estão sendo gradualmente implantadas no sistema de semáforos. Hoje, a Prefeitura gasta R$ 80 mil por mês em energia para manter em funcionamento, 24 horas, 417 sinaleiros. A intenção é fazer a conta cair para R$ 60 mil.