Opinião
Sabado, 12 de Abril 2008 - 14h49 Ribeirão Preto tem seus problemas de saúde pública, alguns deles com destaque nacional, mas é de se louvar uma conquista importante: o município, ao que tudo indica, venceu a guerra contra a dengue.
Os números são por demais otimistas: o município chega ao fim do período oficial das chuvas com número baixo de casos da doença, em comparação com anos anteriores. Conforme o Departamento de Vigilância em Saúde, foram registrados 645 casos em 2005, 6.438 em 2006 (quando ocorreu uma epidemia) e 2.690 casos em 2007. Este ano, até na última quinta-feira (10), foram confirmados 282 casos.
É certo que a queda dos casos não deve servir sozinha como garantia de êxito contra a doença gerada a partir do mosquito Aedes Aegypti. A Prefeitura anunciou, também na última quinta-feira, a contratação de mais 50 agentes de Vetores, que devem aumentar o quadro de pessoal que trabalha no combate ao mosquito que, além da dengue, também é transmissor da febre amarela. Com as novas contratações, o número de agentes subirá de 232 para 282. Mas são 600 as pessoas envolvidas no trabalho, incluindo controle de criadouros, informação e orientação.
Essa estrutura dá condições de a Prefeitura combater o Aedes, principalmente se contar com o apoio da sociedade civil em não manter criadouros do mosquito dentro de imóveis.
A etapa da guerra contra a dengue pode ter sido vencida e as autoridades públicas confirmam ter cumprido seu papel perante a sociedade. É preciso, no entanto, manter a guarda para que a doença fique apenas na memória.