Jornal A CIDADE

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Márcio Bernardes

Segunda-Feira, 14 de Abril 2008 - 23h18

Questão de Opinião


(São Paulo) - Não foi preciso nem confirmar no monitor localizado na cabine da Transamérica no Morumbi. A falta de Adriano foi clara e bem na frente da auxiliar Maria Elisa Barbosa. Bem ela que já foi tão elogiada por nós e que no clássico de domingo pisou na bola.
A mão de Deus para os são-paulinos e do diabo para os palmeirenses decidiu o jogo. O São Paulo teve, no entanto, méritos para reverter a vantagem que era do Palmeiras. Marcou melhor, taticamente foi mais obediente e eficiente. Nem Vanderley Luxemburgo contestou a superioridade do Tricolor.
Dois outros lances polêmicos, um de cada lado, foram alvos de muito debate. Não vi falta de Adriano no segundo gol. Ele ganhou a bola de Pierre porque é mais forte que o palmeirense e seu braço participou naturalmente da jogada.
O pênalti sobre Lenny aconteceu. Alex Silva fez falta! Com tantas câmeras mostrando o lance ainda não entendi porque houve gente que reclamasse da marcação do árbitro.
Mais uma vez a arbitragem foi decisiva numa partida do Paulistão. Aliás, nunca é demais lembrar, a competição já está marcada negativamente pelos árbitros incompetentes e fanfarrões que fizeram muita lambança neste início de temporada.

Paz e ordem
A Polícia Militar trabalhou com eficiência e poucos foram os casos de violência envolvendo torcedores antes, durante e depois do jogo do Morumbi.
Isso prova que com planejamento e eficiência é possível dar tranqüilidade a todos.
A prevenção é a maior arma do polícia. Estações do metrô foram vigiadas, além de grandes avenidas e locais onde poderiam acontecer confrontos.
O trabalho do próximo domingo será mais preocupante. O Palestra Itália tem peculiaridades que exigem do policiamento uma atenção muito maior. Como o Palmeiras tem todo direito de jogar em seu campo, espera-se que os resultados de paz e ordem vistos neste domingo sejam repetidos no próximo final de semana.

Assunto pessoal
Quem não pratica a corrida jamais conseguirá entender as razões de tanto prazer provocado por esse esporte que é violento para o corpo, mas oferece a gostosa sensação da endorfina, enzima produzida pelo fígado e que leva o esportista nas nuvens.
Mesmo quem corre jamais entenderá a satisfação de participar de uma prova de revezamento como a Volta da Ilha. São 150 quilômetros percorridos em mais de 12, 13 e às vezes 15 horas. Sábado Florianópolis recebeu milhares de esportistas amadores que agora estão tentando transmitir aos amigos um prazer compreendido apenas por quem já esteve lá.

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