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Opinião

Segunda-Feira, 14 de Abril 2008 - 23h28

Micos e febre amarela


O Instituto Adolfo Lutz da capital deverá divulgar em dez dias, a contar da data de ontem, os resultados sobre se os dois macacos mortos em Ribeirão Preto haviam contraído febre amarela. Um dos micos morreu ontem, no zoológico do Bosque Fábio Barreto, e o outro faleceu no domingo, também no departamento Veterinário do Bosque, mas levado da Praça Santo Antônio, no bairro Campos Elíseos, onde vivia em meio a outros símios.
A presteza dos técnicos do Instituto Adolfo Lutz e do Bosque Municipal revela agilidade e estrutura por parte dos órgãos públicos. De pronto, a chefe do Controle de Zoonoses, Eliana Collucci, explicou à comunidade que não se contrai febre amarela pelo contato caso um macaco esteja contaminado. Para ser acometido pela doença, reforça ela, é preciso ser picado pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor da febre amarela e da dengue.
A atuação dos agentes públicos deve ser levada em conta nessas semanas tumultuadas para a saúde pública, seja por conta de doenças como a dengue e a febre amarela, seja em função das fortes chuvas, que entram na segunda quinzena de abril sem trégua. É de se torcer agora para que tal estrutura continue suficiente.
Muito provavelmente a sociedade civil, que já colabora como pode em conter novos criadouros do mosquito em suas residências, também terá maior conscientização perante a febre amarela. Uma prova disso é a verdadeira corrida aos postos de vacinação contra a doença, instalados em vários pontos. A busca de informações sobre a febre é outra constante. Esse tipo de atitude reforça a briga de todos contra tais doenças.

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