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Terça-Feira, 15 de Abril 2008 - 23h44

A melhor opção a prazo

Willian von Söhsten
F.L.PITON A melhor opção a prazo HORA DE COMPRAR Veículos à venda na Atri, em Ribeirão; há três formas de se pagar o carro novo

Poucos são os felizardos que podem comprar um carro à vista. Se você não é uma dessas pessoas, há três opções de pagamento a prazo: financiamento, leasing ou consórcio. Mas qual é melhor?
Hoje o leasing vem se destacando. Segundo Lael Rezende, gerente da Já Promotora Banco Credibel, a modalidade é vantajosa porque nela não é cobrado o IOF, que ficou maior com o fim da CPMF.
Paloma Roberto comprou um Fox. Na hora de escolher como financiar, optou pelo leasing em 36 meses. “A parcela é menor e não pretendo vender o carro nos próximos anos”.
O leasing é um arrendamento, isto é, uma espécie de aluguel. O carro fica em nome do banco e só passa para o proprietário no final.

Financiamento
Com o IOF maior, o financiamento através do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) acabou pesando no bolso do consumidor. Mas o CDC tem suas vantagens. Nele o comprador se torna proprietário do automóvel imediatamente e não há número mínimo de parcelas.
Já o consórcio tem uma grande vantagem e uma grande desvantagem. É a opção mais barata, já que não cobra juros. Mas a retirada do carro pode demorar. “Pode ser na primeira ou na última parcela”, afirma o gerente do Credibel.
Matheus Castro, 18 anos, deu sorte. Entrou num consórcio de uma Honda CB 600 Hornet. “Fui sorteado logo na primeira parcela”, disse.
Pesando prós e contras, Rezende acha que o CDC é a melhor opção. “Como o leasing é uma espécie de aluguel, isso dificulta a revenda ou o repasse da dívida, se o comprador desistir do negócio no meio do caminho”.


Prazo deve ficar igual
O financiamento de veículos pode chegar a oito anos, num total de 99 parcelas. Com tanto prazo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a comentar sobre a possibilidade de reduzir esse tempo para 36 meses. “Mas tudo não passou de especulação. O dinheiro é do banco e é ele quem tem que assumir o risco da inadimplência. Esse assunto já esfriou”, diz Lael Rezende.
Em seguida, o próprio ministro voltou atrás em sua declaração. “Só falei que 80 ou 90 prestações talvez fosse um número excessivo, mas não falei que 36 meses seria o adequado”, disse Mantega.


Mais transparência
Está valendo, desde o último dia 3 de março, o chamado Custo Efetivo Total (CET), uma determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). “O banco passa a ser obrigado a apresentar os custos sobre todas as despesas cobradas pela empresa ao cliente”, fala Lael Rezende. A idéia é informar ao consumidor os gastos relacionados à contratação de crédito, como juros, taxas bancárias, seguros, tributos ou quaisquer outros valores cobrados do cliente. “Dessa forma, a negociação fica mais transparente”, diz o gerente.
Outra regra que deve começar a valer a partir de maio é sobre a Tac (Taxa de Abertura de Crédito). Hoje alguns bancos cobram até R$ 700 de Tac, mas o governo pressiona para que esse valor não passe de dois dígitos. “O máximo que poderá se cobrar é R$ 99”, diz Lael.

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