Há Um Século
Quarta-Feira, 16 de Abril 2008 - 23h17 17 de abril de 1918, quarta-feira
Morte fatal - No domingo passado, as 10 horas da manhã, o trem M-2, da Companhia Mogyana, seguia, como de costume, para Casa Branca, puxado pela locomotiva 352, quando, pelo machinista Albano Martins, de nacionalidade portugueza, foi avistado sobre os trilhos um vulto branco. Martins, com receio de tratar-se de alguma pessoa, parou o comboio, sendo verificado que ali estava um homem estendido, tendo o pescoço sobre um dos trilhos. Junto estava um cão que ladrava furiosamente, parecendo advertir o dono do perigo a que estava exposto, mas se não fosse o zelo manifestado pelo machinista, a morte daquelle homem seria fatal. Após algumas indagações, ficou averiguado tratar-se de um colono italiano, residente na propriedade agricola “Santa Thereza”, de d. Francisca do Val. O que relatamos acima occorreu no kilometro 313, nas proximidades da vizinha estação de Santa Thereza. O colono estava embriagado e quando lhe perguntaram porque estava ali estava, ria gostosamente, como se aquillo fosse muito natural. Bello e macio leito para um pobre mortal procurar descanço! Ahi está um machinista que merece ser premiado pela Companhia Mogyana de Estradas de Ferro.