Igor Ramos
Quinta-Feira, 17 de Abril 2008 - 0h8 CT no Poli
O presidente do Comercial, Fernando Athayde prometeu a construção de um CT dentro do poliesportivo. Se a promessa for cumprida será o primeiro grande passo para uma reformulação estrutural. Mesmo que seja apenas um campo, já dará ao clube uma nova condição de trabalho e desenvolvimento da sua base. Tomara que o discurso seja colocado em prática.
Patrimônio
Poucos clubes em São Paulo e no Brasil, têm um patrimônio tão valioso e tão inexplorado como Botafogo e Comercial. No Jardim Paulista, a área do poliesportivo deveria ser melhor utilizada. Atrás do gol há uma imensa área (próxima ao refletor) desocupada e que serve apenas para juntar entulho. Lá poderia ser erguida uma estrutura pré-moldada para alojar os jogadores e que ficaria defronte ao prometido campo. Não seria algo tão inviável financeiramente e poderia trazer benefícios para o ressurgimento das categorias de base, atuamente em processo de extinção. No Botafogo ocorre algo parecido. São dois campos que deveriam servir de CT para as categorias de base e para o time profissional. Um deles passou anos e anos sem condições de uso e que agora recebe uma pequena reforma. O outro é usado apenas pela escolinha. Sem contar a área entre o estádio e a avenida Costábile Romano, cedida por 100 anos para o uso do Botafogo e que não é utilizada pelo clube.
Medidas e medidas
Ontem citei nesta coluna as incoerências com relação à capacidade dos estádios. Segundo a PM, o Santa Cruz só é seguro com no máximo 29 mil pessoas. Mas ela só libera 27 quando vê riscos no jogo. Em São Paulo, a PM liberou o Parque Antártica para 27.645 pessoas na semifinal de domingo. O Palestra tem o formato de uma ferradura. O Santa Cruz é um circulo fechado, sem contar o pequeno anel superior (inacabado). A altura das arquibancadas é a mesma. Que medição é esta que fazem nos estádios? O centímetro da capital é diferente do interior, ou são os critérios de segurança da PM que divergem a cada cidade? PAra ilustrar vemos as fotos dos dois estádios. Bem diferentes no tamanho, mas com capacidade “igual”. Pelo menos para a PM, Corpo de Bombeiros e MP.