Márcio Bernardes
Quinta-Feira, 17 de Abril 2008 - 23h11 (São Paulo) - O santista sabe que o seu time é fraco. Bem fraco por sinal! Tem algumas exceções: Fábio Costa nos dias de inspiração, Kleber, quando quer jogar e o excepcional Kleber Pereira. O resto do elenco é mediano ou perna de pau, para usar uma linguagem do torcedor.
Quarta-feira contra o Cucuta comprovou-se que o Santos de 2008 está longe do grande Santos de outros tempos. Sem técnica, esquema tático e inspiração o time fez o possível e o impossível para vencer e passar as oitavas da Libertadores. Um fator fundamental que influenciou a virada do placar e essa vitória emocionante: a “santástica” torcida que empurrou o time, mesmo em momentos perigosos como, por exemplo, quando a bola ficava nos pés de Domingos, Betão e Marcinho Guerreiro.
Torcida ganha jogo, sim senhor! E nesse caso, os 10 mil pagantes que foram à Vila Belmiro tiveram o gostinho e a sensação da sua importância.
A altitude mata!
Dois médicos bolivianos, cujos nomes são mantidos em sigilo, denunciam que a Federação do país está abafando o resultado de um estudo que comprova os malefícios dos jogos de futebol realizados na altitude de algumas cidades do país. Um jogador já morreu em Potosí, que tem 4000m. Isso aconteceu no ano passado. Muitos passaram mal em Oruro, La Paz e Cuzco.
O Flamengo tem detalhes desse exame que não foi divulgado. Aliás, as autoridades bolivianas encomendaram a pesquisa para comprovar que não faz mal praticar esporte acima de 3000m. Mas o tiro saiu pela culatra. Jogadores fizeram eletrocardiogramas, ecocardiogramas e hemogramas. Comprovou-se que o corpo fica alterado.
A Fifa tomou medidas necessárias impedindo partidas oficiais nessas cidades. Mas voltou atrás. Será que estão esperando morrer mais gente?
Sem favoritismo
Impossível fazer qualquer previsão sobre os finalistas do Paulistão. Mesmo tendo revertido a vantagem do Palmeiras o São Paulo sabe que terá domingo um adversário de respeito, competente, com excepcional treinador e jogadores decisivos.
Os ingressos foram vendidos rapidamente, o Palestra estará vestido de verde e o clima que criaram ainda são insuficientes para qualquer palpite antecipado.
Adriano voltou a sua melhor forma. As ausências de Richarlysson e Zé Luiz serão supridas por Hernanes e Fábio Santos. E Muricy Ramalho, com toda sua capacidade, vai montar o São Paulo do jeito que mais gosta: fechadinho, marcando forte e buscando contra-ataques em velocidade.
Na outra semifinal, o Guaratinguetá pode reverter a vantagem da Ponte Preta. Afinal, tem um time semelhante ao adversário e vai jogar em casa. Haja coração!