Vicente Golfeto
Quinta-Feira, 17 de Abril 2008 - 23h15 Pode-se definir talento como sendo a capacidade de se transformar uma idéia em realidade. Este conceito vale para o setor privado mas vale também para o setor estatal.
Estamos nos aproximando das eleições municipais quando serão renovados os mandatos de vereador e escolhido o chefe do Executivo municipal, o prefeito da cidade. Além do vice-prefeito.
Numas cidades mais, noutras menos, mas na região nordeste do Estado de São Paulo como um todo, já estamos notando movimentação acentuada por causa do pleito.
Destacamos duas qualidades que consideramos imprescindíveis para se configurar um bom administrador. Uma é saber escolher a equipe. Outra é ter o pulso firme e o coração mole.
Fiquemos com a primeira qualidade: saber escolher sua equipe.
O governante deve executar as idéias que, tanto podem ser dele mesmo, como podem ser também de sua equipe. Mas o trabalho deve ser conjunto, funcionando o administrador como se fosse um maestro de orquestra.
O Legislativo tradicionalmente aprova – e também inicia – projetos de lei. Mas, na verdade, em termos atuais, sua principal atribuição é fiscalizar a aplicação dos recursos públicos que os contribuintes recolhem sob forma de tributos. É mais parlamento do que legislativo.
O historiador Marco Antônio Villa, da Universidade de São Carlos, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, nos diz que “nos próximos quatro anos, as galerias da Câmara continuarão vazias e o plenário, deserto de deputados e de idéias”. Pessimismo ou sinceridade brutal? Ou ambos?
As mudanças que ocorrem em países, do ângulo histórico, sempre começam nas cidades. Que nós comecemos a mudar nossas cidades – para melhor – escolhendo governantes, tanto para o Parlamento quanto para o Executivo, que tenham idéias e também competência para executá-las. Precisamos parar de ver a maioria dos políticos vendendo esperança e entregando ilusão.