Júlio Chiavenato
Quinta-Feira, 17 de Abril 2008 - 23h16 Mara ou marabunta são jovens delinqüentes de gangues criminosas nos Estados Unidos e América Central. Atuam principalmente nas ruas. Roubam, matam e traficam. Estão em El Salvador, Honduras, Guatemala e México. Nos Estados Unidos agem em 36 estados e dominam as ruas das grandes cidades. Em Los Angeles está a “chefia geral”, cujo líder é um jovem de 19 anos, conhecido como Satanás. Ele comanda nada menos que 100 mil rapazes.
Os marabuntas (nome de uma formiga que destrói as plantações de banana na América Central) começaram a se organizar como uma máfia a partir de 1980, em Los Angeles, quando os jovens “chicanos” se agruparam para lutar contra outros bandos de imigrantes ilegais. Dessa briga juvenil partiram para o crime. A maioria desses jovens é de órfãos das guerras civis na América Central, que entraram semilegalmente nos Estados Unidos, ainda crianças. Seus pais foram mortos na guerrilha ou vitimados pela repressão das várias ditaduras.
Os Estados Unidos decidiram acabar com as quadrilhas juvenis expulsando do país os delinqüentes estrangeiros. Eles voltaram para os países de origem levando a “tecnologia” criminosa aprendida nos EUA. Criaram nos seus países “filiais” dos bandos que atuam nos EUA. Estabeleceram ligações com a “matriz” de Los Angeles para onde vão e voltam, pela fronteira mexicana, traficando drogas e seres humanos.
Depois de expandirem suas ações para o México já estão na Venezuela e Colômbia. Cometem inúmeros assassinatos, aparentemente sem motivo. E desafiam as polícias dos países onde atuam. O FBI mandou agentes para toda a América Central, sem sucesso. A delinqüência juvenil é uma das mais graves ameaças surgidas no mundo do crime nos últimos anos.