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Arquitetura

Sabado, 19 de Abril 2008 - 19h19

Livro retrata arquitetura de Barcelona

Valeska Mateus
REPRODUÇÃO Livro retrata arquitetura de Barcelona NAS PÁGINAS Casa Llafranc, na Costa Brava projeto do escritório Ribas Arquitectos, que faz 48 anos

A análise da produção de um escritório de arquitetura de Barcelona e sua contribuição na renovação da paisagem arquitetônica e consolidação da arquitetura moderna catalã. Essa é a linha condutora do livro “Arquitecturas do cotidiano: A obra de Ribas Arquitectos 1960-2007”, do arquiteto paulitano e ribeirão-pretano de coração Márcio Cotrim, lançado esta semana no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP) e no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.
“O livro reivindica a relevância dos projetos do estúdio Ribas na arquitetura catalã da metade do século 20 e o legado da sua contribuição”, comenta o arquiteto, que atualmente mora na Espanha e é professor afastada de duas Universidades em RP. E foi a partir da organização dos arquivos do estúdio que Cotrim decidiu fazer o livro. “Me deparei com um material rico e de importância e sugeri a publicação”, conta.
Durante dois anos Cotrim analisou mais de 900 projetos do escritório que completa 48 anos de existência. Trabalhos marcados em prédios públicos, institucionais e residências de temporada. Trinta desses projetos estão ilustrados no livro.
“É um trabalho com coerência interna e um método claro, inserido na tradição construtiva e arquitetônica moderna de Barcelona nos anos 50 e 60, de extrema relevância dentro deste panorama”, ressalta.
“A coletânea dos projetos do escritório me fez entender o conjunto da nossa obra e a sua unidade que até mesmo nós desconhecíamos”, declara Damian Ribas Malagrida, arquiteto sócio do escritório.

Características
A conciliação de duas vias distintas definem, na opinião de Cotrim, a linha mestra dos projetos. A busca de aspectos regionais, respeitando a paisagem, inserindo o prédio no contexto do entorno existente e explorando os materiais locais. Todos esses pontos conciliados com uma tônica mais racional e coerente com o tempo em que foram construídas as obras.
“União de uma arquitetura mais tradicional com a moderna. Obras que se adequam à paisagem urbana”, explica o autor.
Tijolo à vista, a madeira, o jogo de volumetria e a forma de pensar o espaço são características marcantes nas obras ilustradas no livro. “Temos uma atitude de aliar o tradicional com o contemporâneo num estilo próprio”, define Damian Ribas.
O livro é um relato dos trabalhos de arquitetos que são contrários à arquitetura imediata e defendem a inserção das obras de maneira prudente, sem agredir a paisagem local. Mas que evolui e acompanha o seu tempo.

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