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Opinião

Sabado, 19 de Abril 2008 - 19h21

Lacuna preenchida


Ribeirão Preto caminha para finalmente tentar um tratamento local para adolescentes dependentes químicos. Atualmente, esses jovens, quando precisam de assistência, são enviados para clínica de recuperação em Peruíbe, no litoral paulista, a 467 quilômetros de distância.
A estratégia adotada pela Secretaria Municipal da Saúde foi celebrar convênio com instituições para que essas assumam o tratamento dos viciados em Ribeirão Preto. A Organização Não-Governamental Instituto Flor de Lis já teve projeto aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e tudo indica que ainda em maio seja aberto um desses estabelecimentos. Ficará na rua Olavo Bilac, no bairro Sumaré. A abertura de outras quatro casas também estão no projeto.
A busca de solução local para o tratamento desses jovens é uma boa notícia para eles e para seus familiares, até porque, conforme levantamento da Ong, os Conselhos Tutelares do município possuem cadastrados quase 280 adolescentes com problemas relacionados à dependência química. Segundo o estudo, a Vara da Infância e Juventude conta com 800 menores cadastrados, envolvidos com drogas.
Esses preocupantes números traduzem uma realidade que não é exclusiva de RP. Por isso, em que pese os investimentos da Secretaria da Saúde em dotar a cidade de estrutura, é de perguntar porque se demorou tanto tempo para prestar a assistência na própria cidade. O atendimento hoje feito em Peruíbe é porque a instituição conveniada atende nessa cidade do litoral. Mesmo assim, não explica porque RP, que é referência em saúde, deixou essa lacuna por tanto tempo.

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