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Dos Leitores

Sabado, 19 de Abril 2008 - 19h21

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Parque Curupira

Estou em Ribeirão Preto há cerca de 10 meses e freqüento o Parque Curupira quase todos os dias. É, realmente, um lindo parque, talvez um dos mais bonitos do Estado de São Paulo, pelo seu paisagismo e pelo inteligente aproveitamento de uma área bastante degradada pela ação humana no passado. Porém, tenho observado muitas ações absurdas por parte de quem deveria preservá-lo. O mais grave, no entanto, é o que está ocorrendo agora e durante toda a estação de chuvas abundantes: com tanta publicidade acerca das epidemias de dengue no Brasil, o Parque vira as costas para a saúde pública e mantém, em suas dependências, extensas áreas alagadas, que permanecem inundadas durante dias seguidos, até que o sol cuide de secá-las. Quem quiser constatar a gravidade desse problema, basta olhar atrás dos bebedouros no alto do parque, onde uma área de aproximadamente 100 metros quadrados se encontra à espera das larvas do Aedes Aegypti! Nos lagos artificiais não há problema, pois os peixes, as tartarugas, os pássaros e o próprio movimento das bombas que reciclam as águas das cachoeiras se incumbem de evitar a proliferação desses insetos. Mas nesses alagados a presença das larvas é praticamente uma certeza! E bastaria que se drenasse esses locais e se platassem árvores para secar o alagado. Outro fato grave ocorreu hoje, enquanto dezenas de pessoas caminhavam pelo parque: os jardineiros, que cortam incessantemente os gramados, o fazem sem nenhuma tela ou grade de proteção aos pedestres. Do equipamento de um deles uma pedra do tamanho de uma bola de golfe foi arremessada em uma senhora que passava, atingindo-a nas costas! No entanto, mesmo diante dos protestos da usuária, o jardineiro não só continuou sua atividade, mas acelerou ainda mais o equipamento, aumentando o risco de acidentes e a poluição sonora de uma ambiente que deveria ser de paz e tranqüilidade. O que fazer diante desses desmandos? A quem recorrer?

João Carlos Figueiredo

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