Igor Ramos
Quarta-Feira, 23 de Abril 2008 - 0h42 FPF e as decisões
A Federação Paulista de Futebol já foi mais séria. Hoje comete equívocos e demonstra não ter firmeza nas suas decisões, a maioria delas, incoerentes.
A entidade confirmou ontem os locais das partidas da final. Moisés Lucarelli e Parque Antarctica. Um erro, pois o estádio palmeirense deveria ser vetado depois dos incidentes da semifinal entre Palmeiras x São Paulo.
A entidade - que havia demorado demais na semana passada para confirmar o local das semifinais - se precipitou e deu ao Palmeiras o direito de jogar em seu campo, quando ainda existe a possibilidade de o estádio ser vetado pelo TJD. A FPF se apressou possivelmente para evitar novas especulações, já que o São Paulo já tinha declarado que não cederia o Morumbi.
Se a FPF agisse com bom senso e correção, puniria o Palmeiras pelo que houve no domingo passado [apagão e gás nos vestiários] e não tiraria da Ponte o seu direito de jogar em Campinas, já que uma coisa não dependia da outra. Preferiu acomodar a situação.
A culpa do Palmeiras no episódio do suposto gás ainda está sendo investigada. Das duas uma. Ou o Palmeiras foi o responsável direto pelo gás irrespirável no vestiário dos visitantes ou foi responsável por permitir que algo do tipo acontecesse, ainda mais depois de tanta celeuma que antecedeu ao Choque-Rei. Se for comprovada a acusação de farsa são-paulina, que o clube do Morumbi seja punido com rigor. O que a entidade não poderia é desprezar os fatos.
A FPF se viu em uma sinuca de bico. Liberar o Moisés Lucarelli e sofrer pressão por não liberar o Palestra e ser obrigada a mandar o jogo no interior [provavelmente aqui]. Optou pelo mais conveniente.
Ceni em Cena
Rogério Ceni só ainda não foi canonizado por alguns, pois está vivo. Tamanha é a idolatria de parte da mídia. Porém de santo, o goleiro são-paulino não tem nada. Também deve ser punido por ter agredido Valdívia. Não interessa se foi com um tapa, um soco, ou um tapinha. Aquele empurrão no rosto é um tapa com “luvas de pelica” sem trocadilho com o material usado pelo goleiro. Mas fere da mesma forma - não fisicamente - do que um tapa “tradicional”. Portanto, gancho em Rogério Ceni, que demonstra não ter o mesmo equilíbrio nas derrotas. Basta lembrar o episódio da medalha de prata jogada fora por ele após a perda do título da Recopa Sul-Americana para o Boca e por ter feito críticas indiretas ao técnico Parreira, por não ter sido lembrado para a Copa do Mundo [o que aconteceu tempos depois com a contusão de Marcos]. Embaixo das traves continua o mesmo.