Opinião
Quarta-Feira, 23 de Abril 2008 - 1h16 A interdição de duas quadras da rua São Sebastião, uma das principais artérias do trânsito do Centro de Ribeirão Preto, na manhã de ontem, prejudicou motoristas e lojistas que esperavam mercadorias dos caminhões. Sem poder parar no trecho, esses veículos contaram com o improviso de carrinhos manuais para fazer as entregas. Foram mais de três horas em decorrência de placa indicativa de uma lanchonete, que invade quase dois metros do espaço aéreo da via pública, e que foi acertada por caminhão.
As três horas de confusão, que afetaram não apenas motoristas e lojistas, mas oficiais do policiamento de trânsito, dificilmente ocorreriam se Ribeirão Preto tivesse em prática legislação atualizada de mobiliário urbano. Essa lei prevê, por exemplo, como deve ser a publicidade em outdoors e luminosos. O projeto da lei complementar, que integra o Plano Diretor do município, existe, mas tramita há quase quatro anos à espera de ser aprovado pela Câmara Municipal e, em seguida, obter a sanção do Poder Executivo.
Se vigorasse, a legislação certamente não iria permitir que as medidas da placa da lanchonete invadissem desproporcionalmente o espaço físico. O secretário de Planejamento, Marcos Espínola de Castro, em entrevista ao A Cidade na edição de 08 de dezembro de 2007, afirmou que o quadrilátero central de RP precisa de regras específicas pela sua importância história.
Quem tem estabelecimento comercial, trabalha ou usa o Centro concorda. Mas está cansado de esperar por uma solução que não vem. O exemplo da placa da lanchonete só reforça a triste situação.