Hamilton de Andrade Lemos
Quinta-Feira, 24 de Abril 2008 - 22h31 Olha o terremoto aí, gente! Já tem sambista esperto querendo transformar o assunto em tema para o próximo carnaval. Ouvi falar de movimentações para eleger a Garota Terremoto. As participantes do concurso devem apresentar atributos de abalar a galera.
No Brasil é assim: tudo descamba para o deboche. É um talento natural do brasileiro. Afinal, feliz é o povo que consegue rir de si mesmo. Nunca lhe faltará diversão.
Como não gosto de ficar de fora da algazarra, deixo aqui minha sugestão para batizar o terremoto. Sim, precisamos personalizar o nosso abalo sísmico, dar-lhe personalidade, para que o mundo veja que não existimos só para fazer enfeite. Agora temos o nosso próprio terremoto e, quem sabe, iniciemos um projeto para a tsunami nacional.
Um nome que cairia muito bem, com o perdão do trocadilho infame, seria Pancadão 2008. Dá até pra fazer música, arrebanhar umas cachorras e apresentar em algum programa de auditório. Sob a batida do treme-terra, poderíamos arriscar uma letra mais ou menos assim: Olha aí o Pancadão, que chegou pra abalar, vai levando até o chão, quero ver se levantar. Vai, vai, Pancadão. Derruba na batida do primeiro ao nono andar.
Tem gente que se assustou com os tremores. Coisa de caipira que nunca presenciou um terremoto. Ou pelo menos não ligou o nome ao fato. Como alguns casais, no momento final do sexo, justo na hora do terremoto. Ai, que loucura.
Depois do susto, hora de seguir a vida. Já tem mulher fazendo fila na clínica de cirurgia plástica. É pra colocar no lugar tudo que estiver caído.