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Sexta-Feira, 25 de Abril 2008 - 23h8

Clima quente no Leão


O clima político do Comercial continua quente. Depois da decisão pela antecipação das eleições presidencais para o próximo dia 15 de julho, em uma reunião do Conselho Deliberativo na quinta-feira, e da afirmação do atual presidente José Fernando Athayde de que pode não concorrer ao cargo, ex-presidentes do clube e conselheiros reúnem-se na próxima segunda-feira para tratar da atual situação do Leão do Norte. “Será uma reunião entre comercialinos. Não será oficial, mas talvez seja uma das reuniões mais importantes dos últimos 20 anos do clube. No encontro vamos falar sobre esta situação, onde o Comercial tem muitas dívidas e não tem receita, das ações de penhora do poliesportivo e outras coisas. A situação é grave, mas vamos apresentar soluções”, disse o conselheiro Maurício Righetti.
O conselheiro não quis confirmar onde será o encontro desta segunda-feira, se resumindo a comentar que será no escritório de um ex-presidente. “Os convites estão sendo feitos pessoalmente ou por telefone”, disse. A reportagem conseguiu a informação de que o escritório que receberia o encontro extra-oficial será o do ex-presidente João Baptista de Campos.
“Não é uma reunião minha (Maurício). Fui procurado por ex-presidentes que pediram para eu entrar em contato com conselheiros e outros comercialinos que acabaram se afastando do clube. Temos que falar aos comercialinos que ajudaram a construir o clube, que os tijolos colocados lá podem ir embora. Não podemos deixar isso acontecer”, disse.

Eleições
O conselheiro Maurício Righetti afirmou que o encontro não tem como objetivo formar um grupo para as disputas eleitorais de julho, apenas tratar a atual situação do clube.
Sobre a antecipação das eleições, Maurício afirmou que não existe embasamento legal. “O Luiz Joaquim (Luiz Joaquim Antunes, presidente do Conselho Deliberativo) abriu o encontro de ontem (quinta-feira) falando que de agora em diante o estatuto do Comercial será respeitado. Estranho é que o primeiro item da ata era a antecipação das eleições, que não está no estatuto”, afirmou.
Segundo ele, para se fazer a mudança, seria necessária uma mudança estatutária. “Isso já foi feito no passado, quando foi transferida de dezembro para setembro. Mas para isso foi mudado no estatuto. Agora não existe embasamento legal”, disse.
Maurício também criticou a falta de continuidade das discussões do Conselho. “Há alguns meses foram escolhidos três conselheiros para adequar o estatuto. Eu era um deles, mas nunca fui chamado para discutir estas mudanças. No passado o Conselho deu 60 dias para o Santino (Soares, ex-presidente) apresentar suas contas, nada aconteceu. A reunião do Conselho virou um circo, sendo que o Luiz Joaquim é o dono”, finalizou.


Curtas do leão

Luiz Joaquim Antunes afirmou à imprensa local que se fosse presidente venderia o poliesportivo.

Maurício Righetti também disse ser favorável à venda, mas ressaltou que a negociação do poliesportivo seria ilegal.



JEAN VICENTE

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