Jornal A CIDADE

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Júlio Chiavenato

Sexta-Feira, 25 de Abril 2008 - 23h10

Novos bárbaros


Trinta por cento dos presidiários em Portugal são estrangeiros. Na hierarquia dos transgressores temidos pelos portugueses, em primeiro lugar estão os romenos, depois os ucranianos. Boa parte dos romenos é composta por ciganos, campeões de violência. Não é preconceito, são fatos comprovados pelas autoridades.
Circulam em Lisboa e no Porto bom número de árabes de língua francesa. Falam alto e usam óculos escuros espalhafatosos. Os jovens ouvem MP3 com o volume estourando. Interferem na paisagem, mas não ameaçam. Os negros estão por toda parte, alguns aculturados, outros ainda com a África nos olhos, mas para os portugueses eles parecem invisíveis. É a forma de esconder o racismo, como um acordo tácito que os negros aceitam. No mais, são os negros que pegam no pesado e fazem o trabalho duro.
Jovens brasileiros contentam-se em distribuir jornais a 5 euros a hora, 6 horas por dia. Parece bom, mas é pouco em Portugal. Desse jeito terão de voltar ao Brasil para ganhar dinheiro...
Voltemos aos romenos. A Romênia era e é miserável. Mas no tempo do socialismo o Estado dava moradia, assistência médica, educação e salário. Só não dava tratamento dentário: os romenos são banguelos ou exibem uns terríveis caninos de ouro ou aço.
Acostumados a ter as coisas, depois do fim do socialismo e com a globalização, chegam a Portugal e conhecem um mundo de consumo que nem sonhavam existir. Então, querem as coisas. Mas raros estão qualificados para o mercado de trabalho e não conseguem ganhar o mínimo para a sobrevivência. Incapazes de entender o mecanismo capitalista, revoltam-se agressivamente. Exigem, e nada lhes dão. Então, roubam. Matam.
Faltam chegar os sérvios, croatas, albaneses, turcos...(*De Lisboa)

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