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Sabado, 26 de Abril 2008 - 0h10

Frentista atropelado vai à Justiça por pensão


O frentista Carlos Alaetes Pereira da Silva, 37 anos, atropelado pelo estudante de direito Caio Meneghetti Fleury Lombard, 19 anos, no dia 11 de fevereiro, afirmou que não recebeu ajuda da família do universitário para custear o tratamento de saúde. “Na época, o delegado do caso chegou a dizer que a família do rapaz queria me ajudar, e que a mãe dele tinha se interessado em saber como eu estava, mas nunca deram notícia”, afirmou.
Na próxima semana, o advogado do frentista, Fábio Martins, vai entrar com ação contra o estudante por reparação de danos materiais, morais e estéticos e também vai pedir uma pensão para custear a sobrevivência de Silva até ele voltar ao trabalho.
Desde o acidente, ele gastou mais de R$ 6 mil em remédios e no pagamernto de uma enfermeira que todos os dias vai à casa dele fazer curativos.
Silva sobrevive com o benefício que recebe do INSS porque está afastado do trabalho há mais de 70 dias. “Estou controlando os gastos como posso, mas esse acidente fez eu valorizar a vida. Hoje tenho muita fé em Deus”, disse.
O atropelamento teve repercussão nacional porque o circuito interno de tv do posto de gasolina onde o frentista trabalha registrou as cenas do acidente. O Vectra zero dirigido pelo estudante atravessou o canteiro da avenida Independência e atingiu o frentista que ficou debaixo do carro, enquanto Lombard tentava dar a ré e fugir.
O acidente deixou Pereira uma semana em coma no HC. Após passar por dois enxertos de pele e três cirurgias e se curar de 16 lesões, ele disse que está vivo graças a “um milagre de Deus”.

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