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Opinião

Sabado, 26 de Abril 2008 - 14h52

Para refletir


Três reportagens publicadas nesta edição nos dão assunto de sobra para reflexão no domingo. A repórter Simei Morais conta a história de dona Maria de Lurdes, 88 anos, egressa de Jardinópolis, fundadora e ao mesmo vítima da favela do Simioni, em RP, onde perdeu parentes e de onde acabou “saindo”. Hoje vive em outra favela, com os bisnetos, e depende de programas assistenciais como o Bolsa Família. Uma brasileira típica a esperar soluções que nunca vieram - e, a essa altura da vida talvez nunca venham.
O repórter Nicola Tornatore vai a Luiz Antonio e mostra o perfil de uma cidade rica, que investe em saúde primária e prefere não ter hospital: manda os pacientes graves para Ribeirão Preto. É mais um dos elos da cadeia que sobrecarrega o sistema hospitalar da cidade.
O repórter Sidnei Quartier faz o levantamento do número ascendente de acidentes de moto em Ribeirão Preto e descobre que a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto gasta pelo menos R$ 30 milhões por ano, com as 600 vítimas que eles provocam.
Os números são preocupantes: um acidente a cada três horas; um acidentado a cada duas horas. Há que se repensar a educação no trânsito, com novos cursos e exigências que capacitem os motoqueiros a trafegar com mais segurança. E que se eduque, também, os motoristas que dirigem carros, para que respeitem os motociclistas. Ninguém mais quer ver mutilados, mortos ou gente que perde a capacidade de viver e trabalhar por causa do trânsito equivocado e do transporte pouco seguro. Rigor neles! E que se pense, em conjunto, em novas soluções.

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