Vicente Golfeto
Sabado, 26 de Abril 2008 - 14h53 Qual é a principal força de mudança de uma sociedade: educação ou democracia? Vocês se lembram de que já fiz este questionamento? Para algumas transformações ambas são necessárias.
Vivemos tempo de atuação intensa dos agentes de controle de vetores. Que são fundamentais em épocas de dengue e de febre amarela. Para a dengue não há vacina. Para a febre amarela, há. No primeiro caso, só a educação transforma. No segundo, é necessário a democracia.
Temos acompanhado os problemas que os profissionais que atuam no combate ao transmissor da dengue – o aedes aegypti – enfrentam durante visitas que fazem nas casas, nos terrenos e nas empresas. São, muitas vezes, deseducadamente recebidos pela população. Que – em boa parte – não tem consciência de que o combate à doença começa com sua ação, com sua atividade como cidadão. A omissão do cidadão agrava o problema. E isto ainda que não saiba que deveria agir como tal.
Já a vacinação precisa ser democrática, isto é, a imunização deve ser feita em todos para que a probabilidade de o mal vicejar ser reduzida, tanto quanto possível, a percentagem próxima de zero.
Fica claro por que o poder público precisa de estar mais presente quando a população tem menos consciência de seus deveres, de suas obrigações? Por permitir a existência do criadouro do mosquito transmissor do vírus, o morador abre espaço para que o poder público – no caso municipal – faça-se presente e exerça atividade que deveria ter sido exercida por ele, morador.
O estado aparece no vácuo deixado pelo cidadão. O mesmo acontece com todos os outros setores. O estado somente é chamado a atuar por ação incorreta ou – o que é pior – por omissão do munícipe embutido no cidadão. Com isto, o custo fiscal aumenta. E onera todos, inclusive aqueles que fazem sua parte. Afinal, vivemos em comunidade, não é mesmo?