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Arquitetura

Sabado, 26 de Abril 2008 - 14h56

As novidades em Milão

Valeska Mateus
DIVULGAÇÃO As novidades em Milão GIGANTES Os lustres produzidos em tecidos, papéis roubavam a cena

Durante seis dias Milão foi vitrine do maior evento do setor de decoração do mundo. Arquitetos de Ribeirão Preto foram conferir as novidades apresentadas na 47ª edição do Salão Internacional do Móvel de Milão, que aconteceu entre 16 a 21 de abril. Nesse ano, o Salão veio acompanhado do SaloneUfficio, Eurocucina, Salone del Bagno, Salone del Complemento d´Arredo e SaloneSatellite, distribuídos em 220 mil metros quadrados. Com olhar minucioso os arquitetos Luiz César Antunes e Cristina Salomão contam os destaques dos designers internacionais que marcaram a Feira deste ano.
“O evento reafirma o seu papel como indicador de tendências apresentando o que há de mais novo e moderno na área”, comenta Antunes.
“Não só a Feira mas as ruas respiram as tendências em decoração. As lojas de móveis da cidade, ligadas aos eventos, disponibilizam espaços internos para inovações. Muitas fazem parte também do circuito dos lançamentos. É muito envolvente, você respira a arquitetura local e confere as novidades e tendências. É impossível falar do Salão sem ter visitado esses eventos”, declara Cristina.
Na opinião de Antunes, prevaleceu nos lançamentos de 2008 as formas orgânicas e uso de materiais alternativos. “A busca da sustentabilidade se manteve nesta edição, aliada à tecnologia. Uma tendência que foi explorada até mesmo nas cozinhas”, fala.

Lustres imponentes
Para os profissionais, os lustres gigantes ganharam destaques na mostra. Produzidos em papel, tecidos, acrílico e os eternos cristais. “Chamavam a atenção pelo arrojo e requinte”, declara Antunes.
“Lindos, os pendentes arrendondados e enormes roubavam a cena dos ambientes, completa Cristina.

Eurocucina
Os arquitetos são unânimes em afirmar que o a Eurocucina foi um dos destaques do Salão de Milão 2008. No salão, a cozinha foi tratata como centro da residência. “Dado a atenção que foi voltada à ela e o investimento nos materiais”, ressalta Antunes.
A predominância de cores claras, grafismos e o brilho, presente nos vidros, laminados e na laca ditavam o tom dos espaços. “Esses materiais revestiam portas, gavetas e armários, muitas vezes pigmentadas de vermelho e preto”, conta Antunes.
Já o inox, seja nas bancadas substituindo o granito, ou espelhado como revestimento garantia a sofisticação. “Até a estrutura dos armários era em alumínio. Sofisticação, durabilidade e praticidade”, ressalta.
“Muito detalhes em ouro e dourado compunham de forma harmônica e traziam luxo”, relata Cristina.
Teconologia
Para a arquiteta, na Eurocucina imperou a tecnologia. “Os aramados internos se deslocavam a partir de um sistema de sensores. As coifas tinham design diferentes dos usuais”, cita.
E a automação, nos mais diversos níveis, tornaram esses ambientes compatíveis com a modernidade. “Todo o mobiliário das cozinhas era acionado por toque, controle remoto ou acionadores. Elementos que garantiam limpeza visual provocada pela ausência de puxadores e a percepção de um ambiente clean”, diz Antunes.
Outro detalhe, foi a ocultação de eletrodomésticos. “Isso proporcionou um aspecto limpo, ficando até um pouco descaracterizado em termos de ambiente, mas ainda mais integrado à casa”, opina. Segundo ele, as formas curvas e orgânicas ficaram bem definidas na produção da Alessi, que expôs no Fuori Salone. “Eram soluções inusitadas”.

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