Cidades
Sabado, 26 de Abril 2008 - 15h58
NA LUTA O advogado Feres Sabino tem apoio do Campo Majoritário, vertente petista à qual 60% dos filiados estão ligados: briga por votos
O advogado Feres Sabino tem apoio de ampla maioria dentro do PT, mas terá de brigar por voto, hoje, na prévia que vai definir o candidato do partido à prefeitura de Ribeirão Preto.
Ele disputa a indicação com o advogado José Carlos Sobral e os funcionários públicos Marta Rodrigues Silva e Fernando Tremura.
Feres é o preferido do Campo Majoritário, corrente que tem 60% dos filiados. Mas dos 5,2 mil filiados que o PT registrou na cidade, apenas 2,2 mil são votantes – os que mantêm a contribuição financeira com o partido em dia.
Dos que votam, metade é do Campo Majoritário, só que a conta também não garante a eleição de Feres, comenta Pedro Sampaio, presidente do diretório.
Para ele ganhar, essa corrente teria que comparecer hoje às urnas, na Câmara municipal.
“Se o filiado acha que ele já ganhou e não for (à prévia), corre-se o risco de não ganhar”, analisa Sampaio.
Os quatro pré-candidatos fizeram um debate na sede do PT, na quarta-feira. Os integrantes das alas envolvidas da disputa têm feito campanha típica de militância, abordando pessoalmente os “companheiros”.
“Tem quem use e-mail e telefonema. Mas soube de um que foi até no trabalho de outro filiado, pedir voto para um candidato”, relata Sampaio.
Uma preocupação do PT hoje é ter quórum. A eleição interna precisa contar com no mínimo 550 votantes. Se esse número não for alcançado, marca-se outra.
Quem tiver 50% dos votos mais um, será o candidato petista. O resultado sairá ainda hoje, após as 17 horas, quando terminam as prévias do partido.
Ensaio de esquerda
Na ponta da esquerda, os pequenos partidos já ensaiam coligação. Está quase certa a coligação entre PDT-PSB-PC do B, aponta o professor José Correa Lages, presidente da última sigla.
“Esse bloco de esquerda já existe em nível nacional desde o ano passado, e a mesma coisa está acontecendo em São Paulo”, diz Lages.
O bloco pode aumentar com o PSOL, indica o ex-deputado e vice-prefeito Antonio Calixto, que tem conversado com esses partidos. Ele classifica a possível coligação de “interessante”. “Todos os candidatos estão no mesmo nível”, explica.
O PSOL indica tanto Calixto quanto o professor Antonio Cassoni. O PC do B coloca Lages como seu postulante, enquanto o PDT já anunciou o deputado estadual Rafael Silva. “Os nomes são colocados à mesa para conversarmos”, diz Lages.
Aliança à direita
Na direita ribeirão-pretana, a aliança que deve se confirmar, no próximo mês, é entre DEM, PP e PMDB.
“Nossa posição é muito próxima do DEM, e o PMDB também está conversando. Devemos definir até 20 de maio”, diz Maurílio Romano Machado, presidente do PP.
O deputado Baleia Rossi (PMDB) nega aliança, mesmo após a declaração de Orestes Quércia de apoio ao demista Gilberto Kassab, em São Paulo. Mas a declaração de Maurílio confirma informações de outros líderes peemededebistas locais.
O PP foi procurado por outros partidos, inclusive o PSDB. Mas a ligação histórica com a deputada Dárcy Vera (DEM) fala mais alto. O pai de Maurílio, o ex-deputado Marcelino Romano Machado, também é “pai” de Dárcy, na política. “Ela nasceu dentro do partido; o DNA dela é bem próximo”, declara Maurílio.