Classe A
Sabado, 26 de Abril 2008 - 18h40
Rubens Dias de Moraes, o Rubinho da Jumil – empresa cujo Conselho preside em Batatais –, é ferrenho defensor do agronegócio. Integrou por vários anos a diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e é responsável pela organização da Agrishow, que começa amanhã, em Ribeirão Preto. Aproveita o evento para, em nome dos produtores rurais, pedir pressa ao governo federal para desburocratizar o processo de liberação de empréstimos para os pequenos. Ou para acelerar a ampliação do biodiesel, que utiliza grãos como soja na fabricação. Aos 67 anos, Rubinho mantém a verve de líder do setor, além de preservar um histórico de participação na vida política regional. Disputou as últimas eleições para deputado e foi prefeito de Batatais de 1973 a 1976.
A Cidade - O senhor nasceu em Batatais?
Rubens Moraes- Nasci aqui, uma cidade antiga, tradicional. A família é tradicional, nasceu aqui e vive aqui.
- E seus estudos?
Moraes - Toda a fase do grupo foi feita aqui, depois o ginásio, antigamente era o ginásio, o científico fui fazer em São Paulo. Depois retornei e fiz Direito em Franca (Unesp) e Contabilidade em Batatais (Claretianos), comecei a fazer Administração de empresas, mas já era casado, pai de dois filhos e resolvi parar. Tinha de trabalhar.
- O senhor sempre trabalhou na Jumil?
- Desde 1955 eu estou na empresa. Na verdade é uma empresa familiar, onde eram sócios quatro irmãos e um outro sócio, um quinto que não era da família. E como em toda empresa familiar havia uma tendência dos filhos trabalharem com os pais e eu como filho único acabei vindo para cá para aprender, começando no chão de fábrica, como dizem os outros. Na verdade não comecei como filho de um dos donos, mas aprendendo, ajudando.
- O senhor era filho de qual sócio?
- Do Moacir Dias de Moraes. E comecei aprendendo coisas contábeis, a trabalhar com estoque, com compras e daí seguindo mais ou menos uma carreira razoavelmente comercial. Até hoje estamos na terceira geração, porque a primeira foi meu pai e tios, a segunda eu e meus primos e a terceira já estão aí meus filhos.
- Como foi a começar de baixo, conhecendo todos os departamentos da empresa?
- Naquela época eu era muito jovem e não havia este confronto de autoridade, por ser filho do dono, teria de ser respeitado. Entrei sem pretensões. Sendo jovem nós tínhamos a noção do aprendizado, da experiência, da vivência. Porque você entrar em uma companhia, mesmo que fosse naquela época, como era a Jumil, que já tinha quase vinte anos e que sem dúvida nenhuma era uma coisa de humildade. A empresa era simples, era humilde. Meu pai, meus tios não tiveram nem diploma de grupo, conseqüentemente eram pessoas sem vaidade, sem orgulho, a única coisa com que se preocupavam era com o trabalho. Era realmente uma empresa interiorana. Uma empresa que aprendeu a lidar na 2ª guerra mundial com gasogênio, porque não havia combustível, eles instalavam gasogênio nos carros. Eles também aprenderam a instalar com alternadores e geradores elétricos. Davam assistência técnica às grandes usinas e grandes fazendas da região. E é até histórico. Aqui na fazenda Macaúbas, que é uma das maiores no município de Batatais, o dono dela era um engenheiro, Domingos de Morais, por coincidência, o mesmo sobrenome, Morais. Mas ele era o rico e nós éramos os pobres. Todos os quatro irmãos nasceram na fazenda Macaúbas, meu avô era maquinista de café na fazenda, e ali colonos foram aprendendo diversas atividades, começando a reparar as coisas, consertar, reformar e assim o Dr. Domingos, que acreditava muito neles, que eram trabalhadores, começou a apoiá-los. Daí montaram uma oficina e foram crescendo, começaram a engatinhar no que se refere à indústria. Depois na década de 50, aquilo foi tomando corpo, e depois nós, eu principalmente e os primos começamos a aprender, levando material, carregando parafuso, buscar tambores de oxigênio na White Martins em Ribeirão Preto e em São Paulo, buscar matéria-prima. Uma bela lição. Uma vida de aprendizado que valeu a pena. Mas nós não aprendemos tudo. Porque o Brasil é um país muito cíclico, não só no segmento agrícola, como no próprio país. Politicamente horrível e perverso no seu sistema político, onde a iniciativa privada é responsável pelo desenvolvimento do país, pela arrecadação no país e os governantes responsáveis pela gastança pública. Então é um desequilíbrio na balança, onde um prato gera riquezas e o outro só gera despesas.
- A Jumil sempre trabalhou com implementos agrícolas?
- Não. No início ela trabalhava com energia elétrica, com conserto de refrigeradores, rádios e aí ela foi entrando na área.
- Não eram equipamentos agrícolas?
- Não no início da década de 50, quando começaram a trabalhar com máquinas agrícolas. Também faziam muita eletrificação rural, em toda esta região da Mogiana, a maioria das fazendas eram eletrificadas por nós. Fabricávamos transformadores, os pára-raios, as chaves e fazíamos a instalação elétrica. O meu tio inclusive foi objeto de uma poesia de uma escritora aqui da região de Franca, no seu livro detalhava a figura do meu tio Justino, quando iluminou a sua fazenda, aquela imagem extraordinária da energia elétrica e ela o colocou em um dos capítulos do seu livro. O nome dela era Cecília Junqueira. Estou em dúvida, depois de tantos anos. Aí a empresa parou de fabricar transformadores, que eram de 1000 kW, porque a concorrência com os estrangeiros era muito grande, e muito gravames em cima, porque tudo era importado, a chapa de silício era importada, o fio de cobre era importado, era uma dificuldade. Enfim fomos nos dedicando mais à maquinaria agrícola. A nossa primeira plantadeira sai no final da década de 50, a região aqui absorvia muita máquina. Se plantava muito milho, muito algodão na região, não existia cana. Usavam plantadeira de tração animal, imagina, era uma para cada animal, tinha gente que tinha 200 animais numa fazenda, duzentas plantadeiras de uma linha, duzentas pessoas para manobrar isto, até que chegamos à mecanização. Na década de 60 já tínhamos uma plantadeira de duas linhas, depois foi para três, até chegar hoje a 36 linhas.
- A Jumil tem quantos funcionários hoje?
- Hoje tem 550 funcionários.
- É a maior indústria da região e uma das maiores do país em equipamentos agrícolas?
- É uma das maiores da região neste setor, e está em 5º lugar no país. Já temos a Jumil na África do Sul, já temos no México, estamos montando a Jumil na Venezuela, não uma fábrica, mas uma equipe da Jumil de Batatais morando nesses países com as famílias. Prestando assistência técnica adequada. Não podemos esquecer que somos uma empresa brasileira e familiar. Lá fora nós brigamos com a concorrência brasileira, mais as multinacionais. É uma guerra mundial, não é uma guerra nacional.
- O senhor lembrou a década de 60. Como foi esta modernização? Hoje o país produz 140 milhões de toneladas e é líder na produção de biocombustíveis, como foi esta revolução no campo?
- Na verdade o Brasil viveu momentos interessantes, primeiro era cuidar de cento e tantos milhões de brasileiros, depois combater a inflação, até chegar os dias de hoje com a geração de superávit na balança comercial. E isto tem tido êxodo por que o empreendedorismo do produtor brasileiro é fantástico. Primeiro ele começou a viajar. Ir à Argentina, ao Uruguai, aos Estados Unidos e começou a se dar conta que o Brasil tropical tinha condições extraordinárias de crescer e se desenvolver. Mas na época do governo Militar surgiu um Ministro da Agricultura chamado Allyson Paulinelli que acreditou na pesquisa e aí a Embrapa surgiu, que é a Empresa Brasileira de Pesquisa, com isto a Embrapa foi fazendo estudos de sementes, de diversificação de sementes, qualidade, germoplasmas adaptados à produção tropical. Porque as maiores produções agrícolas do mundo estão em paises do hemisfério norte e não no Brasil, na América do Sul, embora a Argentina esteja no meio caminho. O que diz respeito a variedade de sementes foi aumentando, descobriu-se o cerrado, que tinha e tem uma área extensa com topografia extraordinária, um ecossistema com índice pluviométrico muito equilibrado. O empreendedorismo de paulistas, gaúchos, paranaenses e catarinenses que foram subindo, se adaptando, e as coisas foram mudando no mundo. Os países emergentes crescendo, consumindo mais, não tinham terras para ampliar suas produções e no Brasil sempre. A mecanização foi surgindo paralelamente às variedades de sementes e o produtor brasileiro foi exigindo, as indústrias foram se ajustando, era uma questão de tempo. E nós fomos aumentando a produtividade sem aumentar proporcionalmente a área plantada. Esta onda de destruição de florestas é uma maluquice porque quem destrói as florestas são os predadores, que não são os proprietários. São os invasores de terra, o MST (Movimento dos Sem Terra) que pega a terra, tira a madeira e muda de lugar. São como os habitantes dos desertos, os nômades. Vai, destrói, usa, segue em frente. Acaba com tudo, vai virando tudo deserto. Não é verdade? E esta gente, os madeireiros ilegais é que vão proporcionando a derrubada das florestas, mas nós temos 70 milhões de hectares de pastagens, que podem ser utilizados para a agricultura sem derrubar uma árvore. Portanto o Brasil tem muito a crescer.
As fábricas de tratores foram investindo em tecnologia e novas unidades. A mecanização foi entrando para o centro-oeste, foi chegando à Bahia, pulando para o Piauí, o Maranhão, isto é uma conseqüência deste país. Só não cresceu mais porque os ganhos foram insuficientes. Infelizmente como eu disse, um país mal administrado, não tem ferrovias. Eu era menino e assistia muito faroeste no cinema, a gente falava “farvest”, o Gary Cooper, John Wayne eram os artistas número um das telas de cinema, naquele tempo não havia televisão. E nós íamos assistir este “farvestes” e qual era o tema, a briga contra os índios e os bandidos, e para quê? Para construírem ferrovias. Num país continental como os Estados Unidos só se poderia transportar através de ferrovias. A carga mais barata do mundo. Isto há 50, 60 anos atrás.
– O Brasil acabou com as ferrovias, este foi um erro estratégico do governo?
- Este foi um erro maluco. Erro de estratégia é uma coisa, você pode corrigir, erro de doido você não corrige. Fica pro resto da vida feito. E qual o tema? O grande Juscelino Kubitschek, cantado em prosa e verso, cometeu a maior maluquice que se poderia cometer por um administrador, um presidente da república, que deixou as ferrovias acabarem e investiu em quê? Transporte rodoviário. Nós não tínhamos borracha, petróleo e tecnologia para fazer caminhões, nem estrada, em detrimento das ferrovias. E hoje não existem ferrovias, não existem rodovias e nem transporte fluvial. Este país paga o maior custo de frete do mundo, a maior carga tributária do mundo, a maior taxa de juros do mundo, tem os portos mais corruptos e caros do mundo. E num momento onde a commodites podem cair de preço, perde a competitividade.
- Mesmo com todos esses problemas o país consegue crescer?
- Mas eu explico por quê. Os preços de commodities estão altos no mundo inteiro. Quando estão baixos, como foi fim de 2004, 2005 e 2006, quebrou todo mundo. Mesmo assim cresce. Não quando os preços caem, você perde a competitividade e quase todo mundo foi à falência. Hoje tem uma dívida de R$ 100 bilhões repousando em cima da produção agrícola. Que não precisava ter. Mas porque soja caiu de preço, milho caiu de preço, algodão e assim por diante. Então não se cresce apesar de tudo. Quando os preços sobem, vão para o espaço, quando caem vão para o abismo, não tem uma linha ondulada suave.
- Qual o caminho para se sair desta onda de ciclos? Crescimento, depois estagnação?
- O caminho é interessante. Porque não sou um economista. Vejo analistas e economistas do mundo inteiro, administradores de empresas, gente do ministério da Fazenda, do Planejamento, de todos os governantes, fazerem fórmulas matemáticas. E interessante, isto eu não sei dizer. Eu sei dizer que é falta de vergonha na cara. Os governantes não governam para a nação, eles governam para os seus partidos, para os afilhados, para os seus protegidos ou em causa própria, o que é lamentável. Ou em cima de grupos, jamais para a nação. É uma gastança desvairada o que deixa o país sem dinheiro para investir. Não tem recurso para investir na logística, infra-estrutura, não tem para educação , não tem para segurança, não tem para nada, e cresce. Mas este dinheiro é tomado pelo Estado que usa mal, usa em festas. Eu diria festas, porque corrupção é festa. Há um artigo na semana passada em um dos jornais, que diz que o governo deve gastar R$ 10 bilhões. Em dez anos a nação perde este valor com a agricultura. Em outro jornal tem uma outra notícia. Que em quatro anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ONGs (Organizações não governamentais) fraudaram, sumiram com R$ 12,6 bilhões de reais. E em que a ONG te beneficiou? Enquanto a agricultura beneficia 190 milhões de brasileiros, 570 milhões de refeições por dia, um cafezinho pela manhã, um almoço e um jantar. As ONGs vão para onde com este dinheiro? Qualquer dinheiro que a nação gastasse em infra-estrutura, na logística faria um resultado muito maior. E mais, R$ 10 bilhões em 10 anos significaria R$ 1 bi por ano. Nos últimos cinco anos o agronegócio tem sido responsável, vamos dizer em números redondos, porque se houver erro para baixo o redondo está para cima, se houver erro para cima o redondo está para baixo, ao redor de US$ 40 bilhões por ano de superávit na balança comercial. Custar R$ 1 bilhão por ano para resolver o problema de quem gera comida, combate a inflação, superávit na balança comercial , é muito pouco. É vergonhoso que um país perca R$ 12 bilhões de reais em fraudes. Só nas ONGs, fora no resto.
- Os países desenvolvidos mantêm subsídios para a agricultura, o senhor acha que o Brasil também deveria ter algum tipo de subsídio?
- Absolutamente. Não tem que adotar e não tem dinheiro para isto.
- O senhor acha que é desnecessário?
- Isto é impossível. Você não tem dinheiro para fazer saúde, segurança, educação, onde vai arrumar dinheiro para subsidiar a agricultura? O correto aí é acabar com a gastança federal, sobrar recurso suficiente para arrumar o país. O país cresce sem subsídio. A agricultura não precisa de subsídio para sobreviver. De que ela precisa? Em primeiro lugar, um seguro agrícola que cubra as perdas causadas pela natureza, e as perdas causadas pelo mercado mundial. Porque não tem um seguro eficiente até hoje. O Brasil tem quantos anos de descoberta, 500 e lá vai pedrada. 500 e lá vai pedrada para não errar. Até hoje o seguro é monopólio do governo federal.
O que precisa é abrir, o mundo inteiro colocar seguradoras e uma taxa de seguros para esta gente não depender de riscos. Não tem ter que ter tanto risco. Qual é o risco? É o de mercado. Não é possível que a pessoa corra todo o risco do mundo para pagar contas. Se ele perde a lavoura, tem que pagar a conta. Ele é responsável por tudo isto de extraordinário e o risco total em cima dele. Segundo o governo, é ele quem faz crescer, quem faz tudo. Isto é conversa para boi dormir. Porque quem faz a nação crescer é quem produz. O governo não produz, ele só gasta. Perdulário, mau administrador, todos os governantes.
- Todos os níveis?
- Todos os níveis. O que o Lula teve foi muita sorte. Você compara o Brasil à parte de um cachorro. O mundo é um cachorro e o Brasil é o rabo. O mundo cresce, balança, o rabo balança junto. Só cresce porque a iniciativa privada produz. A indústria produz seus bens, o comércio distribui os bens, o profissionais liberais produzem serviço. O consumo disso gera uma receita em que o governo é o maior sócio de toda a produção. Ao redor de 37%, 38% de toda a carga tributária sem ter responsabilidade, sem ter problema trabalhista, sem ter nada. E ele usurpa. Todos os governantes [usurpam]desde que este país foi considerado independente. Pior ainda nestes momentos, quando se fala em subsídios. Nos Estados Unidos, Europa, Ásia, enfim, estão brigando no mundo inteiro porque dizem que é o etanol, o álcool do Brasil, que o Brasil é responsável pela alta dos alimentos. Isto é uma mentira deslavada. O problema existe porque os preços aumentaram. Existe seca na Austrália, seca na Rússia, excesso de neve nos Estados Unidos, inundação em um outro lugar. Isto diminui os estoques mundiais. A economia cresce o mundo come mais. Ora em vez de discutir subsídios, vamos falar em referências. O que é natural, 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com US$ 2 por dia. Os alimentos sobem, ele não consegue comer. Uma vaca da Europa recebe US$ 3,5 por dia de subsídio. Onde é que vamos parar, o problema não e subsídio, eles estão matando a população de fome por causa dos subsídios. Se tiram, a tendência de países onde existe pobreza é produzir mais. Porque sobe, os Estados Unidos resolveram fazer etanol de milho é uma loucura. Um absurdo um país gastar 80 bilhões de toneladas de milho para produzir etanol.
Outra coisa, o etanol no Brasil é renovável. Álcool de cana não é alimento e álcool de milho tira o alimento. Se nós estamos crescendo a produção de grãos para 140 bilhões de toneladas, nós não estamos tirando terra dos alimentos. Açúcar e álcool não são alimentos. Estão crescendo os dois e este é o grande sucesso do Brasil. É poder expandir alimentos e álcool. Um não tira do outro, vai tirar de pastagens, mas não tira terra de alimentos. Com alimentos nesse preço ninguém vai pôr cana na sua terra. Vai pôr cana em terra onde não se pode produzir alimentos, nas pastagens. Aí vão dizer que as pastagens vão derrubar florestas, porque se você entra com cana na área de pastagem, as pastagens vão derrubar floresta. O que acontece é que estão aumentado a produtividade da pecuária. ‘Hoje a produtividade é muito maior. Antes você matava um boi com cinco anos de idade, um boi vai agora para o abate com dois anos, onde se colocava duas cabeças pastando, hoje cabem cinco. A tecnologia invadiu o agronegócio.
- Como a indústria consegue sobreviver dentro destes ciclos de crescimento do Brasil?
– O que ocorre é o seguinte. A indústria sobrevive, porque tem muitos setores, principalmente as médias e pequenas indústrias. Como o mercado está aquecido muitas indústrias produzem para o mercado interno. A indústria da agricultura é que não ia bem. A indústria brasileira corre risco com a falta de modernização, para enfrentarmos o mercado mundial. Precisamos nos preparar para o futuro.
Uma coisa que chama a atenção neste momento, e que é muito raro, é que todos os produtos estão com preços bons, o que mostra que é possível o crescimento mais homogêneo em todas as partes.
– O senhor tem medo de um novo ciclo de queda?
– Eu tenho medo, porque enfrentamos alguns riscos. Um deles é o dólar, a valorização do real em frente ao dólar é um absurdo. É uma maluquice para os exportadores. O dólar é um fantasma.
– Como dever ser a Agrishow este ano, haverá uma explosão nas vendas?
- Não acredito numa explosão, mas as vendas vão melhorar, por alta no mercado externo. A Agrishow abre as portas em um momento extremamente favorável.
– O que é necessário para o país melhorar?
- É preciso fazer uma reforma geral. É preciso implantar políticas agrícola, industrial de comércio. Fazer as reformas política, tributária, etc. Mas para isso seria necessário que todos fossem patriotas.