Cidades
Segunda-Feira, 28 de Abril 2008 - 23h9 Além de Feres Sabino (PT), há cinco políticos que divulgaram seus nomes como pré-candidatos a prefeito de Ribeirão Preto.
O PPS indica o professor e prefeito do campus da USP, José Aparecido da Silva, enquanto o PC do B tem o professor José Correa Lages.
O PDT divulgou o deputado estadual Rafael Silva para a disputa, o PTB sairá com o ex-vereador Fernando Chiarelli, e o PSDB já tem a vereadora Silvana Resende como opção.
Mas os tucanos esperam a definição do prefeito Welson Gasparini, que ainda não disse se concorre ou não à reeleição.
“Até porque ninguém decidiu ainda, só o PT, ontem”, comenta Welson Gasparini Júnior, filho do prefeito e integrante da executiva do diretório municipal.
Ele diz que o pai já saiu do “retiro espiritual”. “Era um período de reflexão sobre conflitos pessoais”, explica.
O diretório do DEM municipal ainda não divulga, mas a expectativa, no meio político, é da candidatura da deputada estadual Dárcy Vera.
Nos corredores da Assembléia Legislativa, em São Paulo, os colegas deputados a cumprimentam perguntando “como está a campanha”. Dárcy desconversa e diz que o partido está “estudando”. Oficialmente, a deputada só garante que o DEM terá candidato.
O PSOL também diz que terá candidato e apresenta duas opções: o professor Antonio Cassoni e o ex-deputado e vice-prefeito Antonio Calixto.
Estratégias
Segurar a candidatura para não se expor a ataques de adversário é tão estratégico quanto anunciar candidatura mais cedo, aponta o cientista político Humberto Dantas, conselheiro do movimento Voto Consciente.
É para valorizar o passe, explica. “Quem vê que está com uns 2% de intenção de voto lança antes para um que está lá em cima chamá-lo para compor uma aliança, com o lugar de vice ou indicando uma secretaria”, expõe.
O momento, agora, é de engatar um “namoro” rumo ao altar. “Coligação é como relacionamento de casal. Começa na balada, onde ninguém é de ninguém, e vai para o casamento, que pode ter data para o fim”, compara.
Dantas afirma que, por mais que pareça, as alianças não são promíscuas. “Faz parte da teoria política, e ocorre em todo o mundo”.
O PMDB é a “moça bonita da festa”, com sete vereadores na Câmara e o maior tempo de TV. “É partido de centro, serve para todos os lados (posição ou situação)”.
Ele diz que há candidaturas com a finalidade apenas de fortalecer a imagem do partido, principalmente porque a campanha televisiva passa em toda a região.