Geral
Segunda-Feira, 28 de Abril 2008 - 23h42
SOB INVESTIGAÇÃO Eliana Collucci, da Divisão de Zoonoses: cinco macacos mortos nos últimos 30 dias
Dois sagüis foram encontrados mortos ontem em Ribeirão Preto, um no bairro Santa Cruz do José Jacques e outro no Tanquinho.
A Secretaria de Saúde recolheu amostras de sangue para verificar se a causa da morte foi febre amarela, raiva ou outra doença. Também não está descartada a hipótese deles terem sido eletrocutados em fios de alta tensão da rede de energia elétrica da cidade. No Estado de São Paulo, onze macacos já morreram por causa da febre amarela.
“Recolhemos amostras do macaco encontrado na avenida Thomaz Alberto Whately porque estamos atentos a todos os casos, mas seria precipitado fazer um alerta para febre amarela”, disse Eliana Collucci, chefe da Divisão de Controle de Zoonoses.
Segundo ela, o animal achado na rua Platina, no bairro Santa Cruz, já estava morto há mais de 24 horas e por isto não foi possível recolher amostras para a análise.
Nos últimos 30 dias, cinco macacos foram encontrados mortos na cidade. De todos os animais foram coletadas amostras de sangue e enviadas para a análise para saber se a causa da morte foi febre amarela.
A Secretaria de Saúde ainda não obteve o resultado de nenhum dos exames. A febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Para Eliana, o número de notificações de macacos mortos na cidade têm aumentado porque a população está em alerta por causa da febre amarela.
“Todos estão mais conscientes e agradecemos. Todos os casos de morte de animais devem ser verificadas”, afirmou.
Maria de Lourdes Tavares, dona-de-casa, que viu o macaco morto na rua Platina, quando ia para uma consulta na Unidade Básica de Saúde do Santa Cruz do José Jacques, afirmou que teme a febre amarela. Ela já se vacinou e levou os filhos para tomarem a vacina.
“Avisei imediatamente à secretaria de Saúde porque tenho medo dele ter morrido de febre amarela. Acho que todos nós precisamos tomar cuidado”, disse.
O pedreiro Josenildo da Silva, 70, afirmou que viu o macaco no sábado de manhã, pulando nos galhos das árvores. Ele não acredita que o animal morreu eletrocutado. “Também acho que não foi pedrada. Foi alguma doença e isso deixa a gente preocupado”, disse.