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Segunda-Feira, 28 de Abril 2008 - 23h44

Parentes protestam por presos


Noventa mulheres com cartazes e em silêncio permaneceram durante duas horas em frente ao Fórum de Ribeirão Preto pedindo a transferência dos presos do Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto, destruído há 19 dias durante uma rebelião dos detentos.
Elas tentaram conversar com o juiz corregedor dos presídios, Luiz Augusto Freire Teotônio, mas não foram recebidas.
Desde o motim, já foram transferidos 144 presos. Ontem deixaram o local 23 detentos, 21 pela manhã e dois à tarde. Eles foram levados para os CDPs de Avanhandava, Patrocínio Paulista, Martinopolis, Marabá Paulista, Lavínia, Mirandópolis, Andradina, Junqueirópolis e Pracinha. Ainda permanecem no presídio 830 detentos.
“Eles estão transferindo os velhos e doentes, mas nós também estamos preocupadas com as condições dos que estão no CDP. A gente sabe que não existe produto de higiene, que eles passam frio e estamos com medo deles ficarem doentes”, disse a mulher de um preso que não quer se identificar.
A transferência dos presos já foi pedida a Secretaria de Administração Penitenciária pela Defensoria Pública, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público e pelo juiz corregedor. “Eles não podem ficar em um local onde não existem condições de cumprirem a pena com dignidade”, disse Ana Paula Vargas Mello, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB. A SAP ainda não informou quando serão feitas novas transferências ou se o CDP vai ser desativado para ser reformado. “Do jeito que está não tem como manter os presos durante a reforma”, disse Solange Fernandes, esposa de um detento.

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