Hamilton de Andrade Lemos
Terça-Feira, 29 de Abril 2008 - 23h31 Veja se eu posso com uma notícia dessas. Um sujeito, cego, foi preso por dirigir bêbado, pela terceira vez, em um ano. Pare de rir! A notícia é séria, viu!
Nossa primeira reação ao receber esta notícia - o nobre leitor poderá testemunhar sobre isso - é perguntar onde se deu o fato. Confere? Mas, no caso, o tal motorista foi pego em outro país estranho, a Albânia. Já ouviu falar? Pois é.
Um detalhe interessante na história é que o tal motorista, bebum e cego não estava sozinho, mas era acompanhado pelo dono do veículo, igualmente embriagado, que dava as coordenadas ao motorista.
Faço uma pequena pausa para visualizar a cena: dois bêbados, um deles cego, ao volante. O outro, indicando o caminho. Deve ser a coisa mais engraçada que ouvi falar neste ano, já que não estou no caminho dos dois. Superou até a história do Ronaldo no motel com os travestis. Realmente, um fenômeno!
Mas vamos voltar ao chofer cego. Ninguém admiraria se a coisa toda tivesse se passado em alguma de nossas majestosas estradas. Por aqui, se vê de tudo. E quando digo que isso é a cara do Brasil, é porque o fato serve de arremedo preciso de como somos governados.
Em todas as esferas podemos constatar cegos, no pior sentido da palavra, dirigindo cidades, estados e até o próprio país. Não bastasse a cegueira, imperativo da ignorância, vemos que os mesmos se mostram cegos pelo poder adquirido.
Ao lado destes, temos todo tipo de assessores, parlamentares e especialistas dando pitaco a todo momento. Vai mais pra lá! Cuidado com o poste! Qual? Como assim? Só tem um! E nós, brasileiros, estamos todos no banco de trás.