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Terça-Feira, 29 de Abril 2008 - 23h43

RP descarta solução verde e mantém aterro

Simei Morais
J.F.PIMENTA RP descarta solução verde e mantém aterro O VELHO E O NOVO O aterro saturado de Ribeirão e, no destaque, a Usina Verde, no Rio de Janeiro

A Prefeitura de Ribeirão Preto descartou a possibilidade de mudar a tecnologia de destinação do lixo e optou continuar com o sistema de aterro. A informação é do secretário municipal de Governo, Rogélio Genari.
A administração não vai encampar nenhuma das modalidades sugeridas pela Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara, que acompanha a licitação do lixo. Em vez de enterrar os resíduos, elas visam o reaproveitamento do lixo para produção de energia.
As propostas foram enviada ao prefeito Welson Gasparini (PSDB) há duas semanas, segundo o presidente da CEE, vereador Gilberto Abreu (PV).
Genari afirma que não há licença para outra tecnologia que não seja a do aterro. “A Cetesb não autoriza porque não tem estudo sobre as novas modalidades”, diz o secretário.
A companhia estadual diz, porém, que há autorização para tecnologias como a de incineração que não emita gases nocivos. O problema, diz o diretor Otávio Okano, é o preço. “O processamento sairia a 150 euros por tonelada, enquanto o aterro é seis vezes mais barato, equivalente a 55 reais”, compara Okano.

Lixo na região
As 500 toneladas diárias de lixo de Ribeirão podem ir para um aterro particular.
A prefeitura insiste que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente prorrogue por dois anos e meio a vida do aterro municipal, que tem prazo para fechar em 19 de agosto. O pedido está em análise, diz a secretaria.
“Se não prorrogar, faremos licitação para levar o lixo para a região, como em Guatapará”, diz Genari.
O vereador Gilberto Abreu, no entanto, diz que a prefeitura vai trocar o modelo de destinação dos resíduos. “O prefeito irá mudar, isso é momentâneo porque não dá para implantar uma usina em menos de um ano”, afirma.
Ele disse que o texto do edital da licitação vai oferecer a probabilidade de mudança no sistema.


Propostas prevêem créditos de carbono
As propostas entregues para o prefeito contemplam a transformação do lixo não reciclável em energia e outros materiais, e a comercialização de créditos de carbono. Elas seguem modelos em atividade na carioca Usina Verde, e em empreendimentos em Nova Iguaçu-RJ, Lorena-SP e Alegrete-RS.
Otávio Okano, diretor da Cetesb, afirma que o aterro é o sistema mais viável para o Brasil. Mas para reduzir o impacto ambiental, a prefeitura não pode se preocupar apenas com a técnica, diz.
“Tem que ser feito a gestão eficiente e eliminar a maior parte do lixo antes do aterro, começando com a coleta seletiva em casa e com caminhão adequado passando na porta”, diz.

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