Agronegócio
Quinta-Feira, 1 de Maio 2008 - 20h10
RURALISTAS Duarte Nogueira, Kátia Abreu e Onix Lorenzoni, na Agrishow
Com uma hora e meia de atraso, foi realizado ontem ao meio-dia no auditório da Agrishow um encontro entre parlamentares e lideranças rurais para discutir a reforma tributária e a dívida rural dos produtores.
Mas o que de acordo com organizadores seria uma oportunidade para que deputados e senadores prestassem contas sobre seus trabalhos em defesa do setor, também serviu de holofote para muita gente. Em clima de confraternização e elogios mútuos, todos tiveram chance de desfilar um rosário de reclamações e críticas contra o governo federal que, segundo os parlamentares, “não faz a sua parte”.
Dívidas, falta de investimento federal em logística, transporte e infra-estrutura foram alguns dos principais problemas apresentados pelos palestrantes. Contrariando as previsões de recuperação do setor, alguns parlamentares afirmaram que o pior não passou e que este cenário pode se refletir nos números da feira deste ano.
“Acredito que dificilmente os níveis de negócio da Agrishow de outros anos vão ser repetidos”, disse o senador Gilberto Goellner, integrante da Comissão da Agricultura do Senado.
Abimaq
O encontro, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), também contou com integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, presidida por Onix Lorenzoni, do DEM-RS.
“O que nós queremos é respeito. O Brasil só chegou aos 140 milhões de toneladas de grãos graças a renegociação da dívida de 2001”, argumentou Onix.
A medida provisória de renegociação da dívida agrícola que pode ser apresentada pelo Ministério da Agricultura na próxima semana, foi tema para discursos mais inflamados, como o do deputado Ronaldo Caiado, líder histórico da bancada ruralista no Congresso.
“Nos próximos dias vamos saber quais os parlamentares que vão estar contra ou a favor dos produtores”, disse, pragmático.