Vicente Golfeto
Sabado, 3 de Maio 2008 - 21h13 O óleo diesel, por imposição da lei federal nº 11 097/2005, está custando de um a dois centavos mais caro por conter 2% de biodiesel, combustível originário de oleaginosas como mamona, palma, amendoim, dendê, babaçu e soja.
A adição do biodiesel ao diesel, derivado de petróleo, põe na tela do computador o debate entre custos econômicos e custos ecológicos ou ambientais.
Este será o grande foco da discussão de custos, doravante.
O petróleo sempre foi considerado uma fonte de energia de baixo custo. Foi uma das razões que tornaram os Estados Unidos, na expressão do presidente George W. Bush, “viciados em petróleo”.
Preocupações ecológicas, entretanto, colocaram em discussão no mesmo nível de prioridade – e, para alguns, até acima deste nível – os custos ecológicos. Que nunca foram considerados.
Evidente que custos menores sempre foram fator decisivo no momento da opção, da escolha por empresários e seus auxiliares, entre as alternativas apresentadas. Mas custos então, nem tinham adjetivo, embora fossem econômicos. Preocupações com a preservação do planeta para as gerações futuras adicionaram esta outra modalidade de custo.
Quando, em passado relativamente recente, se escolheria um aditivo que aumentasse custos? Jamais, não é mesmo? A prova que os custos ambientais são tão ou mais importantes do que os custos econômicos é a escolha do governo brasileiro, feita por meio da institucionalização do biodiesel através da lei acima mencionada.
O biodiesel deverá – pela soja ou por oleaginosa que tenha mais teor de óleo e, portanto, que tenha menores custos – ser apenas um exemplo. Outros virão, demostrando que a administração – pública e privada – observa outras referências, norteia-se por outros parâmetros.
O diesel – derivado de petróleo – tem menor custo econômico do que ecológico. O biodiesel tem menor custo ecológico do que econômico. Foi o escolhido.