Jornal A CIDADE

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Hamilton de Andrade Lemos

Segunda-Feira, 5 de Maio 2008 - 23h39

Idem, ibidem


Duvido que você, dileto leitor, não tenha discutido a assunto do Ronaldo pelo menos uma vezinha. Afinal, são muitos pontos de perplexidade: um ídolo, com um invejável histórico de namoradas, envolvido com 3 travestis, num motel obscuro e com desculpas falhas. Que estranho, hein?
Mais estranho, porém, é a repercussão que toma um fato como este, não só na mídia, mas também nas nossas vidas. Aliás, a cobertura da mídia é proporcional ao interesse do público. O que me ocorre perguntar é, na verdade, porque é que nós gostamos tanto de um fuxico?
O caso da menina Isabella é outro exemplo recente. Ainda não estou convencido de que a celeuma toda se deu por se tratar da morte de uma criança pelos pais. Os jornais estão cheios de casos próximos. Parece que o principal ponto de atração neste caso foram os detalhes sórdidos e a trama oculta. Como uma novela. Após o último capítulo, descoberto o assassino e seus motivos, esqueceremos tudo.
No caso do Ronaldo, trata-se de uma pessoa pública e, como tal, deve satisfações ao povo, certo? No meu ver, errado. Penso que as figuras públicas deveriam estar sujeitas à aprovação popular apenas naquilo que as tornam evidentes. Se o Ronaldo não está jogando bem, sendo um jogador de futebol, tudo bem que emitamos opiniões sobre sua performance. Porém, o que o sujeito faz de sua vida privada, deveria ser problema exclusivo do mesmo, simplesmente porque seus atos não interferem na minha ou na sua vida.
Portanto, para mim, se o Ronaldo quer se enfiar num motel com 3 travestis, um jumento e uma batedeira elétrica, é problema dele e dos comensais. Vamos patrulhar os políticos que a gente ganha mais.

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