Igor Ramos
Terça-Feira, 6 de Maio 2008 - 23h24 Acesso
Ainda é tempo para se fazer justiça e dar os parabéns à diretoria do Botafogo, que ajudou o clube a conquistar o seu acesso. Jalmar de Souza e Osvaldo Festucci fizeram um bom trabalho e no momento crítico do campeonato tiveram humildade para reconhecer que alguma coisa não estava correta. As contratações erradas foram corrigidas e com a mudança dos rumos após a chegada de jogadores importantes, como Willian e Branquinho, o Botafogo se tornou uma equipe competitiva e entrou forte na semifinal.
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O presidente Virgílio Pires Martins também merece o nosso reconhecimento. Sabedor das suas limitações e da sua inexperiência como dirigente, Martins não centralizou o poder. Com humildade, e mostrando também que possui estrela, o dirigente comemorou o acesso poucos meses após assumir o cargo.
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A volta do Botafogo resgatou a auto-estima do torcedor e fez o futebol da cidade ressurgir das cinzas. Também é fato que muita gente que pouco investiu no clube - comparado ao seu potencial e ao que investe Brasil afora, - entrou na carona do sucesso botafoguense, aproveitando do apelo popular que envolve o futebol. Mas nem todo mundo é ingênuo, é bom que se diga.
Projeções
Sem a pretensão de querer profetizar acerca do futebol, vale apenas registrar o que disse nesta coluna antes e durante a semifinal. Que o Santo André era o favorito e melhor time do grupo, e que União e Botafogo lutariam pela segunda vaga. Tal projeção se confirmou.
Série A2
Continuo achando que a Série A2 é a baba do boi e que não é tão difícil assim subir. Mas é óbvio também que ninguém sobe se não trabalhar com seriedade. O Botafogo fez isto e subiu. E existe méritos nisto. A receita infalível - quase sempre - foi adotada pelo Santo André, que investiu e mereceu subir e brigar pelo título.
Outro mundo
A Série A1 é outro mundo. Financeiramente, os clubes trocam as migalhas da A2 pelas fortunas da A1. Porém as dificuldades são proporcionalmente maiores. Para o Bota, manter-se na primeira divisão será preciso rever muitos conceitos. O futebol tocado de forma amadora (no sentido de amor) não serve na primeira divisão. É necessário muito profissionalismo e aqueles que acharem que não se encaixam devem ceder espaço. O torcedor está feliz da vida, mas não é bobo é vai cobrar a permanência pois está cansado de sofrer e não se contentará com pouco.