Vicente Golfeto
Segunda-Feira, 12 de Maio 2008 - 23h33 Quantos milhões de dólares um país precisa investir para tornar suas praias tão famosas como são as de Ipanema e de Copacabana? E o nome Rio, quanto custa?
Produzir uma marca é o difícil trabalho do marketing. Que cidades e países devem fazer a fim de atrair visitantes e investidores. Estes, na seqüência daqueles.
Toda marca que se preze tem uma logomarca. Que facilita a comunicação visual. O cristianismo notou isto. Nos primórdios, a logomarca era o desenho de um peixe. A seguir, ficou mais notado o emblema da cruz. Que predomina em todo ocidente mas que também se apresenta em muitos pontos do oriente. Durante muitos anos, a nossa moeda foi o cruzeiro não por acaso. O povo pretendia manifestar, através da moeda, a fé no Cristo, morto na cruz.
Nossa região tem todas condições para apresentar algumas cidades como símbolo de eventos. Na linha do que, gradativamente, Salvador está construindo como alternativa de carnaval ao Rio de Janeiro.
Barretos talvez seja a primeira cidade da região a ignorar fronteiras. E, com a festa do peão de boiadeiro, iniciada em meados dos anos cinqüenta do século passado, quando avançou rumo ao exterior. Hoje é festa internacional.
Ribeirão Preto teve uma logomarca alusiva ao seu centenário de fundação. Isto nos anos dourados, exatamente em 1956. Mas precisa ter uma nova logomarca que, imediatamente captada pela visão, seja processada pelo cérebro fazendo todos se recordarem dela. Dizem que o melhor endereço de uma empresa é na mente do consumidor. Mas de uma cidade também.
Tudo o que o Rio construiu sobretudo com sua beleza, a insegurança – gradativamente – está destruindo. Que nossa região saiba usar o marketing como poderosa ferramenta de economia. Com logomarca e tudo. O Corcovado não é símbolo do Rio de Janeiro? A baia de Manhattan não nos faz lembrar de New York? E a torre Eiffel não nos traz Paris à mente? E Ribeirão Preto?