Rodas e Cia
Terça-Feira, 13 de Maio 2008 - 23h13
EU AMO MEU CARRO “O tempo foi passando e a paixão por ele aumentando, até que virou membro da família. Não ficava devendo nada a muitos carros mais potentes”
Quando ele comprou o carro, ainda cheirava a novo. O Chevrolet Fleetline 2 portas, ano 1951, foi adquirido em 2 de fevereiro de 1962, pela quantia módica de Cr$ 750 mil, na cidade de Ibitinga. Fala o dono, José Luiz Camarero, 82 anos, engenheiro agrônomo, nascido em São José do Rio Preto e há 40 anos em Ribeirão:
“A compra foi por impulso. O Fleetline é um modelo imponente. Eu já o conhecia e minha idéia era tirar férias com ele e depois vendê-lo. Deu e não deu certo. O tempo foi passando e a paixão por ele aumentando, até que virou membro da família”.
Imponente mesmo, com seu motor de 6 cilindros, 3.500 cc e 93 cv de potência, com velocidade máxima de 85 milhas/hora, cerca de 125 km/h, foi um dos “reis da estrada” da época.
“Não ficava devendo nada a muitos carros mais potentes que ele. Hoje viajo a 90 km/h, sem o menor esforço. Em muitas das minhas viagens, prefiro ir com ele. É confortável e chega igualmente onde os mais modernos chegam”, afirma o falante dono.
Nos encontros de antigos, o Fleetline faz sucesso pela sua originalidade e conservação, pontos de honra do colecionador.
Xodó
“Meu filho é quem toma conta dos meus carros antigos, mas, quando é para fazer algum reparo no meu xodó, eu mesmo faço, com a supervisão do meu companheiro de sempre”.
Como antigomobilista que se preze, Camarero procurou sua turma.
“Perdi a conta de quantos encontros participei e, graças ao Faixa Branca Clube do Carro Antigo de Ribeirão Preto, quem tem um carro antigo sempre tem o apoio necessário. Agora espero ir até Araxá, mês que vem, considerado o maior encontro de antigomobilistas do Brasil”.